sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Travestis ainda utilizam silicone ilegalmente injetável
Em Alagoas, transgêneros e transexuais permanecem utilizando a técnica de silicone injetável, mesmo sendo um procedimento médico ilegal e proibido por lei. Essa realidade atinge o País inteiro e as aplicações são feitas no mercado paralelo. “As próteses são muito caras. As meninas querem modelar seus corpos, no entanto temos consciência dos riscos que corremos com o silicone líquido”, disse Fabíola Silva, cabeleireira e presidenta do Grupo Pró–Vida, instituição criada há 10 anos. Segundo a presidenta, o Grupo desenvolve o projeto 'Redução de danos ao uso indevido de silicone líquido', "levando orientações para a categoria no sentido de incentivar o uso de material descartável, além de paralelamente trabalharmos na prevenção de DST/HIV/Aids e drogas”. "Não incentivamos a prática, muito pelo contrário. Mas temos que alertar as pessoas sobre os cuidados que se deve tomar para injetar silicone líquido", enfatizou Fabíola. Ela explicou como acontece o procedimento nas aplicações. A aplicação do silicone é geralmente sem anestesia, extremamente dolorosa, feita por meio de agulhas de uso veterinário, de grosso calibre, sendo necessárias dezenas de perfurações, em dias seguidos, para se obter o resultado desejado. "Normalmente são utilizadas seringas de 10 ml de rosca com agulhas de espessura 16x40. Numa sessão, costuma–se usar cerca de 10 seringas. Após a aplicação, retira–se as agulhas e a vedação é feita com cola superbond ou esmalte de unha", informou a presidenta, ao dizer que a pessoa responsável pela aplicação é chamada, em linguagem própria dos transgêneros, de bombadeira. (M.T.)
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