sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Adoção transexual: o lamentável caso de Roberta

Há poucos dias tive o "desprazer" de assistir pela segunda vez o programa Super Pop, da Rede TV, sobre o caso de adoção de uma criança pela cabeleireira transexual Roberta, de São José do Rio Preto. Como muitos sabem, Roberta entrou com um pedido de adoção de uma criança que já estava sob seus cuidados havia mais de dois meses. Mas por ordem do promotor Claudio Santos Moraes a criança foi arrancada de seus braços, num ato que só se justifica pelo preconceito. Recebi uma verdadeira "enxurrada" de e-mails protestando a favor da Roberta e não consegui resistir a reproduzir aqui, com a devida permissão, o texto do advogado Enézio de Deus Silva, que ilustra de forma jurídica toda nossa indignação.O Dr. Enézio, junto a outros juristas, está articulando pra que essa criança fique com a Roberta a quem ele se refere como a mãe de fato."Uma Transexual, uma criança, uma desesperança... Tomou-me de surpresa notícia enviada pela Rede de Parceria Civil, Conjugalidade e homoparentalidade que se tornou notória no país, envolvendo recurso do Ministério Público Estadual, cujo provimento pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ensejou a retirada da guarda provisória de uma criança que se encontrava sob a responsabilidade de uma transexual, a Srª. Roberta Góes Luiz (moradora de São José Rio Preto-SP), e do seu companheiro. O menor, um bebê de onze meses, desde os três, encontrava-se sob os cuidados da mãe sócio-afetiva, que zelava pelo seu bem-estar, uma vez aprovada nostestes de natureza psicológica (transdisciplinar).O primeiro passo, nesta discussão, é perceber a resistência do Poder Judiciário brasileiro (tanto por desconhecimento, quanto por saberes manipulados pelo preconceito) em lidar com situações que envolvem cidadãos e cidadãs, de algum modo, não enquadradas(os) na lógica heteronormativa binária de sexualidade e de gênero, a partir da qual ele opera. Neste sentido, se, por um lado, verificam-se pontuais avanços (a custo de muita resistência, por sinal) no processamento dos feitos envolvendo, por exemplo, homossexuais solteiros e casais homoafetivos - no campo da adoção, objeto da nossa análise -, quando, nas lides diversas, o foco são direitos das(os) transgêneras(os) - dos travestis e transexuais especificamente -, a estrutura judiciária ainda se encontra blindada, não somente por conta dos dispositivos formalmente instituídos (leis, procedimentos, o que nos remete a Foucault), mas, em particular, devido à intrincada rede de preconceitos oriundos da ignorância que, ao contrário do "não saber", pressupõe conhecimentos cristalizados e escolhas do que deve ficar como "apagado, não reconhecido", dentro da ótica rígida que, separando os indivíduos entre homens e mulheres, impõe-lhes o nexo do que fora e do que é sedimentado, culturalmente, como "natural" para a tríade "sexo-gênero-desejo" face ao único padrão aceito para a sexualidade: a heterossexualidade compulsória, fora da qual maior parte dos servidores e profissionais ligados ao Judiciário têm dificuldade de laborar.Neste sentido, reconhecer uma transexual não somente enquanto sujeito pleno de direitos, mas, especialmente, enquanto MÃE, no sentido mais pleno e afetivo da palavra, significa, para parcela considerável de operadores(as) jurídicos(as), uma afronta; uma desestabilização do sistema que só tem permitido o reconhecimento da família por "critério da natureza" (e, para o nosso espanto, por argumentação distante do Estado laico: a de que o Judiciário deve respaldar somente os laços familiares heterossexuais, presumivelmente amparados/legitimados pela "vontade divina").Ao prever, no "caput" do artigo 226 da Constituição Federal de 1988, que "a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado", o legislador constituinte, rompendo com uma história de verdadeira exclusão constitucional, pôs, pela primeira vez sob a tutela estatal, a entidade familiar, sem dizer, necessariamente, qual tipo de família é merecedor de proteção. Se até a Constituição de 1967, a única família albergada pela proteção estatal era a selada pelo casamento, a partir de Lei Maior de 1988, esta realidade limitante foi modificada. Assim, o que delineia, hoje, o que é uma base familiar é a convivência afetiva das pessoas, que deve gerar efeitos na órbita do Direito das Famílias, para além deste ou daquele posicionamento ideológico, sócio-cultural específico ou religioso. É a perspectiva de vida em comum, aliada à convivência respeitosa e afetivamente estável que diferenciam a família dos demais agrupamentos humanos. Assim formado, por seres humanos que se amam, para além de qualquer restrição discriminatória, o grupo familiar já estará sob a chancela protetora da nova ordem constitucional, a partir da sistemática do referido artigo 226, em sintonia com a base principiológica da Constituição Federal, que tem na dignidade da pessoa humana o seu eixo central de sustentação.
Quando o meu A Possibilidade Jurídica de Adoção Por Casais Homossexuais fora publicado em 2005, eu sabia que não tardaria a assistirmos a deferimentos, no país, de adoções a pares do mesmo sexo, o que se consumou, pela primeira vez, em 2006. De igual sorte, eu já aventava a resistência que se afiguraria no Poder Judiciário, quando as(os) transgêneras(os) começassem a, corajosamente, pleitear o direito de serem pais/mães - já que o que caracteriza esta condição de ser/estar pai/mãe não é um dado natural relacionado ao sexo biológico. Com efeito, estando, a paternidade e a maternidade, relacionados a sentimentos e aptidões especiais, altamente subjetivos, psíquicos, com interfaces várias nas questões de gênero inclusive, ser um bom pai ou uma boa mãe independem de qualquer condição ou traço característico do sujeito - como são exemplos a sua orientação afetivo-sexual e as nuanças de gêneros vivenciadas/incorporadas/afrontadas ou transformadas.Com efeito, a orientação afetivo-sexual de uma pessoa e/ou a sua transgeneridade, de per si, não acarretam desvios comportamentais que a inabilite ao pleno e responsável exercício da paternidade/maternidade. De igual sorte, compor um lócus familiar equilibrado não é atributo somente de casais heterossexuais; e mais competentes, científica e tecnicamente para avaliar tais questões - do que o(a) advogado(a), o(a) magistrado(a) da Vara da Infância e da Juventude e o Promotor(a) de tal área - é o(a) psicólogo(a) e o(a) assistente social, que devem elaborar parecer interdisciplinar, opinando sobre a compatibilidade ou incompatibilidade da inserção ou manutenção de um menor em determinada ambiência familiar, o que será de fundamental importância durante e depois do período de convivência prévia, consubstanciado, por exemplo, a partir do deferimento da guarda provisória. A responsabilidade do magistrado é extrema, em todos os processos em torno dos quais pairem os interesses dos menores, pois deverá perscrutar despido de pré-julgamentos (o que é mais desafiador), se a união afetiva dos candidatos à adoção revela ou não solidez, afetividade edificante e equilíbrio. Não permitir que um casal homossexual ou um(a) transgênero(a) integre a fila de pretendentes ou esteja com a guarda provisória de um(a) menor é flagrante desrespeito aos princípios constitucionais da igualdade e do respeito à dignidade humana.Além de desaconselhado diferenciar onde o legislador não o faz (como na ampla caracterização de família substituta e de casal, constante no Estatuto da Criança e do Adolescente, que não restringe quanto à orientação sexual e à transgeneridade), é importante sintonizar a prestação jurisdicional com os avanços sociais, para além dos subjetivismos (dos temores injustificados) ou dos preconceitos, que têm determinado decisões que têm prejudicado o amor na vida de transexuais, de travestis e de homossexuais, que, tão somente, desejam oferecer uma segurança jurídica maior aos menores e lhes educarem juntos ou enquanto solteiros. Qual a impossibilidade jurídica do pedido? Alguns advogados, magistrados e promotores, ao serem perquiridos neste sentido, não oferecem uma resposta de natureza eminentemente jurídica. Argumentar sob ótica religiosa ou sob uma moral conservadora, machista ou heterossexista não é postura de operador jurídico comprometido com a salvaguarda dos direitos fundamentais, da dignidade humana e com a ampliação das condições de cidadania. Como a suposta impossibilidade jurídica não se sustenta em uma interpretação do ordenamento, submetida ao crivo princípiológico constitucional e aos hodiernos avanços sociais e jurisprudenciais (na matéria do Direito para com a homoafetividade e transgeneridade), o mais sensato é tirar a venda dos olhos e verificar que esta delicada questão exige uma tomada cautelosa, mas justa e urgente de posição - já que o abandono, a marginalidade e o preconceito, que aplacam as minorias (milhões de menores brasileiros, por exemplo, "desconhecidos" pelo próprio Estado), não alisam, em um país, infelizmente, ainda tão excludente, como o nosso.Voltando ao caso fático de São José do Rio Preto-SP, que me suscitou tais reflexões, interrompo a escrita, pois me desintegro em tristeza: ante a desesperança da criança (que pode crescer despersonalizada e repleta de traumas em algum abrigo) e o sofrimento da uma mãe (uma cidadã transexual, que acolheu um ser humano por amor). O que não pode falecer é a renovação da nossa luta por uma sociedade mais justa, mais livre e mais solidária.Enézio de DeusAdvogado-membro do IBDFAM; Gestor Governamental-Ba; Professor de DireitosHumanos da FTC-EAD e da Academia da Polícia Civil da Bahia; Autor do livroA Possibilidade Jurídica de Adoção Por Casais Homossexuais (3ª edição/Juruá Editora)"
Pois é, gente, o preconceito leva a atos de crueldade como esse. O promotor Claudio Santos Moraes prefere deixar a criança no abrigo do que sob aos cuidados e o amor de uma mãe transexual. Ele alega que a criança precisa de um lar com pais "normais" para que ela não tenha problemas psicológicos mais tarde. Só que no final do programa ele mesmo revelou a todos que teve dois filhos mortos recentemente, um assassinado por envolvimento com drogas, e o outro, em decorrência de complicações do HIV. A pergunta que eu deixo no ar é: Como uma pessoa tão ignorante e incoerente como ele pode representar a justiça brasileira?
Quando o meu A Possibilidade Jurídica de Adoção Por Casais Homossexuais fora publicado em 2005, eu sabia que não tardaria a assistirmos a deferimentos, no país, de adoções a pares do mesmo sexo, o que se consumou, pela primeira vez, em 2006. De igual sorte, eu já aventava a resistência que se afiguraria no Poder Judiciário, quando as(os) transgêneras(os) começassem a, corajosamente, pleitear o direito de serem pais/mães - já que o que caracteriza esta condição de ser/estar pai/mãe não é um dado natural relacionado ao sexo biológico. Com efeito, estando, a paternidade e a maternidade, relacionados a sentimentos e aptidões especiais, altamente subjetivos, psíquicos, com interfaces várias nas questões de gênero inclusive, ser um bom pai ou uma boa mãe independem de qualquer condição ou traço característico do sujeito - como são exemplos a sua orientação afetivo-sexual e as nuanças de gêneros vivenciadas/incorporadas/afrontadas ou transformadas.Com efeito, a orientação afetivo-sexual de uma pessoa e/ou a sua transgeneridade, de per si, não acarretam desvios comportamentais que a inabilite ao pleno e responsável exercício da paternidade/maternidade. De igual sorte, compor um lócus familiar equilibrado não é atributo somente de casais heterossexuais; e mais competentes, científica e tecnicamente para avaliar tais questões - do que o(a) advogado(a), o(a) magistrado(a) da Vara da Infância e da Juventude e o Promotor(a) de tal área - é o(a) psicólogo(a) e o(a) assistente social, que devem elaborar parecer interdisciplinar, opinando sobre a compatibilidade ou incompatibilidade da inserção ou manutenção de um menor em determinada ambiência familiar, o que será de fundamental importância durante e depois do período de convivência prévia, consubstanciado, por exemplo, a partir do deferimento da guarda provisória. A responsabilidade do magistrado é extrema, em todos os processos em torno dos quais pairem os interesses dos menores, pois deverá perscrutar despido de pré-julgamentos (o que é mais desafiador), se a união afetiva dos candidatos à adoção revela ou não solidez, afetividade edificante e equilíbrio. Não permitir que um casal homossexual ou um(a) transgênero(a) integre a fila de pretendentes ou esteja com a guarda provisória de um(a) menor é flagrante desrespeito aos princípios constitucionais da igualdade e do respeito à dignidade humana.Além de desaconselhado diferenciar onde o legislador não o faz (como na ampla caracterização de família substituta e de casal, constante no Estatuto da Criança e do Adolescente, que não restringe quanto à orientação sexual e à transgeneridade), é importante sintonizar a prestação jurisdicional com os avanços sociais, para além dos subjetivismos (dos temores injustificados) ou dos preconceitos, que têm determinado decisões que têm prejudicado o amor na vida de transexuais, de travestis e de homossexuais, que, tão somente, desejam oferecer uma segurança jurídica maior aos menores e lhes educarem juntos ou enquanto solteiros. Qual a impossibilidade jurídica do pedido? Alguns advogados, magistrados e promotores, ao serem perquiridos neste sentido, não oferecem uma resposta de natureza eminentemente jurídica. Argumentar sob ótica religiosa ou sob uma moral conservadora, machista ou heterossexista não é postura de operador jurídico comprometido com a salvaguarda dos direitos fundamentais, da dignidade humana e com a ampliação das condições de cidadania. Como a suposta impossibilidade jurídica não se sustenta em uma interpretação do ordenamento, submetida ao crivo princípiológico constitucional e aos hodiernos avanços sociais e jurisprudenciais (na matéria do Direito para com a homoafetividade e transgeneridade), o mais sensato é tirar a venda dos olhos e verificar que esta delicada questão exige uma tomada cautelosa, mas justa e urgente de posição - já que o abandono, a marginalidade e o preconceito, que aplacam as minorias (milhões de menores brasileiros, por exemplo, "desconhecidos" pelo próprio Estado), não alisam, em um país, infelizmente, ainda tão excludente, como o nosso.Voltando ao caso fático de São José do Rio Preto-SP, que me suscitou tais reflexões, interrompo a escrita, pois me desintegro em tristeza: ante a desesperança da criança (que pode crescer despersonalizada e repleta de traumas em algum abrigo) e o sofrimento da uma mãe (uma cidadã transexual, que acolheu um ser humano por amor). O que não pode falecer é a renovação da nossa luta por uma sociedade mais justa, mais livre e mais solidária.Enézio de DeusAdvogado-membro do IBDFAM; Gestor Governamental-Ba; Professor de DireitosHumanos da FTC-EAD e da Academia da Polícia Civil da Bahia; Autor do livroA Possibilidade Jurídica de Adoção Por Casais Homossexuais (3ª edição/Juruá Editora)"
Pois é, gente, o preconceito leva a atos de crueldade como esse. O promotor Claudio Santos Moraes prefere deixar a criança no abrigo do que sob aos cuidados e o amor de uma mãe transexual. Ele alega que a criança precisa de um lar com pais "normais" para que ela não tenha problemas psicológicos mais tarde. Só que no final do programa ele mesmo revelou a todos que teve dois filhos mortos recentemente, um assassinado por envolvimento com drogas, e o outro, em decorrência de complicações do HIV. A pergunta que eu deixo no ar é: Como uma pessoa tão ignorante e incoerente como ele pode representar a justiça brasileira?
Claudia Wonder((Museo Travesti Del Perú: luta da cidadania trans da América Latina))





Foi com iniciativa do filósofo e travesti peruano Giuseppe Campuzano que surgiu em Novembro de 2003 o Museo Travesti Del Perú. O objetivo é preservar a memória da comunidade trans, sua ligação com os outros segmentos da sociedade e, com isso, promover uma nova história do Peru. Uma pesquisa sobre a diversidade e o significado do travestismo presente na cultura peruana, que se manifesta nas artes, na festa patronal e na vida cotidiana do país. Campuzano conta que há quase 500 anos, os colonizadores espanhóis chegaram na América Latina e tomaram o controle do Império Inca. Antes de suas chegada, existia uma identidade indígena para pessoas que não se viam nem como homem nem como mulher. Os colonizadores proibiram essa identidade, punindo essas pessoas com o açoite e a humilhação pública. "Travesti é um termo moderno que descreve na América Latina as pessoas que transitam por gêneros, sexos e maneiras de vestir e surgiu dessa identidade reprimida. Esta repressão teve ecos em outras partes do mundo, como por exemplo, quando os colonizadores britânicos proibiram os hijras na Ásia Meridional", afirma.
A obra Maorylin é um dosdestaques do museuO (diretor do Museo Travesti Del Perú também afirma que os travestis atuais herdaram o que há de pior nos dois gêneros. Diz que nos espaços públicos, os travestis são considerados suficientemente masculinos para serem espancados pela polícia e para sustentar a família. No mercado de trabalho a discriminação significa que ser profissional do sexo é quase a
única opção para a pessoa trans. No entanto, pelo menos no Peru, as travestis estão agora se mobilizando para exigir seus direitos e expandir suas possibilidades. Uma dessas iniciativas é o Museo Travesti Del Perú . O museu é constituído de uma exposição volante de trabalhos artísticos e peças de informação sobre travestis dos tempos históricos até o tempo presente. A mostra já foi exibida em vários parques, praças, bulevares, mercados, universidades e centros em todo o Peru, incluindo áreas onde travestis trabalham e/ou freqüentam. O espaço não celebra somente travestis. Quer mostrar que a tentativa de categorizar todas os humanos como homem ou mulher traz problemas não somente para as travestis, mas também para outras pessoas. Muita gente não se encaixa nessas categorias. Você pode ter genitália feminina, mas sua bunda ou seios pode não ser grande o suficiente para que seja considerada feminina. Você pode ter um pênis, mas a sociedade pode te deixar com um complexo de que ele é pequeno demais para você ser um homem adequado. Ou então seu corpo pode se encaixar perfeitamente no estereótipo de beleza feminina, mas você deseja viver como um homem. As categorias de sexo, como o gênero, são construídas socialmente – ao menos até certo ponto. Como acontece com o gênero, a socialização regula e reprime a diversidade de sexos. Se contestarmos a categorização de todas as pessoas como homem ou mulher, isso pode acabar com a exclusão das travestis e expandir as possibilidades de todas as pessoas. Para isso Giuseppe Campuzano sugere que o movimento feminista agregue o movimento trans em sua luta contra o machismo. "As pessoas trans tornaram-se bode expiatório dos dois papéis de gênero e precisam ficar livres da opressão de gênero. Porém, a existência dessas pessoas trouxe novos 'insights' para o pensamento convencional sobre sexo e gênero. Portanto, as reivindicações por direitos das pessoas trans estão intrinsecamente ligadas às metas do movimento feminista. Está na hora de trabalharmos juntas para superar as dicotomias limitantes que restringem a todos nós", destaca o filósofo.E no Brasil, como seria a condição das pessoas trans na organização da sociedade indígena local? Talvez esteja na hora de nossos antropólogos e estudiosos do movimento GLBT brasileiro empreitarem uma pesquisa a respeito, assim como Giuseppe Campusano está fazendo no Peru. Vocês não acham? Beijos a tod@s!Claudia Wonder
única opção para a pessoa trans. No entanto, pelo menos no Peru, as travestis estão agora se mobilizando para exigir seus direitos e expandir suas possibilidades. Uma dessas iniciativas é o Museo Travesti Del Perú . O museu é constituído de uma exposição volante de trabalhos artísticos e peças de informação sobre travestis dos tempos históricos até o tempo presente. A mostra já foi exibida em vários parques, praças, bulevares, mercados, universidades e centros em todo o Peru, incluindo áreas onde travestis trabalham e/ou freqüentam. O espaço não celebra somente travestis. Quer mostrar que a tentativa de categorizar todas os humanos como homem ou mulher traz problemas não somente para as travestis, mas também para outras pessoas. Muita gente não se encaixa nessas categorias. Você pode ter genitália feminina, mas sua bunda ou seios pode não ser grande o suficiente para que seja considerada feminina. Você pode ter um pênis, mas a sociedade pode te deixar com um complexo de que ele é pequeno demais para você ser um homem adequado. Ou então seu corpo pode se encaixar perfeitamente no estereótipo de beleza feminina, mas você deseja viver como um homem. As categorias de sexo, como o gênero, são construídas socialmente – ao menos até certo ponto. Como acontece com o gênero, a socialização regula e reprime a diversidade de sexos. Se contestarmos a categorização de todas as pessoas como homem ou mulher, isso pode acabar com a exclusão das travestis e expandir as possibilidades de todas as pessoas. Para isso Giuseppe Campuzano sugere que o movimento feminista agregue o movimento trans em sua luta contra o machismo. "As pessoas trans tornaram-se bode expiatório dos dois papéis de gênero e precisam ficar livres da opressão de gênero. Porém, a existência dessas pessoas trouxe novos 'insights' para o pensamento convencional sobre sexo e gênero. Portanto, as reivindicações por direitos das pessoas trans estão intrinsecamente ligadas às metas do movimento feminista. Está na hora de trabalharmos juntas para superar as dicotomias limitantes que restringem a todos nós", destaca o filósofo.E no Brasil, como seria a condição das pessoas trans na organização da sociedade indígena local? Talvez esteja na hora de nossos antropólogos e estudiosos do movimento GLBT brasileiro empreitarem uma pesquisa a respeito, assim como Giuseppe Campusano está fazendo no Peru. Vocês não acham? Beijos a tod@s!Claudia Wonder
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Parada GLBT do Rio já tem data confirmada para outubro/2008

A 13ª Parada do orgulho GLBT, ou parada gay, já tem data marcada para o ano de 2008. Será dia 12 de outubro, a partir das 14h, no mesmo local do ano anterior - a praia de copacabana. As informações são do Grupo Arco-Íris, responsável pela organização e realização do evento.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Fernando Fernandes também se envolve com travestis

Por: Leão Lobo:Depois de Ronaldo Fenômeno, mais um famoso se envolveu em uma confusão com um travesti.Segundo informações passadas pela polícia, na manhã desta terça-feira (21), em depoimento prestado no 3° DP que fica no bairro Santa Ifigênia, em São Paulo, um travesti de 17 anos, identificado como Camila, alegou ter sido agredido por Fernando Fernandes.De acordo com o adolescente, ele estava na Rua Rego Freitas, altura do número 200, quando um carro Renault Clio parou e solicitou um programa. De acordo com o travesti, 50 minutos antes disso, o ex-BBB havia saído com um colega seu, mas voltou dizendo que queria ele. O travesti, então, entrou no veículo, deu seu preço - R$ 50 - e sugeriu que os dois fossem para um hotel ali perto.Fernando teria recusado a proposta e dito que preferia que fossem para uma rua próxima dali. Após a relação, o cliente teria se negado a pagar o valor combinado e, então, o travesti pegou as chaves do veículo. O menor declarou ainda à polícia que levou um soco de Fernandes, mas conseguiu sair correndo até que parou em um posto de gasolina, onde foi novamente agredido pelo ex-brother.Novamente Camila conseguiu fugir e pediu ajuda a um policial, que encontrou as chaves do Clio em sua bolsa.Em sua versão, Fernando disse que tinha saído com um amigo da casa noturna Royal, de propriedade de Marcus Buaiz, marido de Wanessa Camargo, quando uma pessoa parou o veículo pedindo carona. Ele, então, que estava ao lado do motorista, passou para o banco de trás para que o travesti sentasse na frente. Quando os dois se deram conta de que não se tratava de uma mulher, pediram para que o adolescente descesse do carro.Ainda segundo o ex-BBB, o travesti saiu correndo com as chaves do automóvel e foi agredido por uma pessoa que passava na rua.Procurada por uma de minhas pulguinhas, a mãe de Fernando Fernandes, D. Fernanda, não quis comentar o assunto. "Não posso falar agora e nem depois, por favor", pediu ela com a voz chorosa.Em tempo: Essa não é a primeira vez que o ex-BBB se envolve em uma confusão. Em 2005, ele foi preso acusado de racismo por chamar o bombeiro Nilton Jorge Oliveira Filho de "macaco" e também ofender funcionários do 15ª Delegacia de Polícia, no Itaim Bibi, em São Paulo. Na época, ele havia sido levado à delegacia por causa de um acidente de trânsito no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Henrique Chamma.Antes disso, Fernando também já havia sido detido em Vitória (ES), durante um carnaval fora de época, quando também agrediu um policial militar.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Ex-BBB é acusado de agredir travesti em São Paulo

Fernando Fernandes e um travesti de 17 anos foram parar no 3º Distrito de Polícia de Campos Elísio, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (21). O ex-BBB2 alega que o travesti Camila tentou roubá-lo. Já o travesti afirma que foi agredido por Fernando, que não quis pagar o programa.Entrevistado por Sônia Abrão, no programa a Tarde É Sua, da RedeTV!, o travesti explicou ter passado por momentos de desespero ao lado do ex-brother. Segundo ele, Fernando o abordou, querendo uma relação sexual.“Eu disse que o programa (sexual) era R$ 50. Perguntei onde iríamos. Como ele garantiu que seria uma coisa rápida, sugeriu que fosse no carro, estacionado na rua mesmo”.Assim que terminou, o jovem pediu para Fernando deixá-lo no seu ponto. Como ele recusou, o travesti pediu apenas o dinheiro, afirmando que, então, iria a pé.“Então, ele disse que não ia me pagar e me mandou descer. Eu puxei a chave do carro, e ele começou a me agredir”.“Pegou um soco inglês, que estava na porta, e começou a me bater. Consegui escapar, pedindo socorro. Ninguém quis me ajudar. O preconceito existe”.Entrando em um posto de gasolina, o ex-BBB continuou correndo atrás dele.“Ele pediu para entregar a chave, caso contrário ia me arrebentar. Convenci-o que tinha dado a um menino (flanelinha). Ele falou que, se não estivesse, ia me matar”.Nesse momento, o travesti conseguiu fugir novamente e foi pedir ajuda a um policial.Indo para a delegacia em viaturas separadas, os dois prestaram depoimento, sendo soltos em seguida.“Ele contou a versão dele, eu a minha. Que a justiça seja feita”!
Ex-BBB se envolve em confusão com travesti em São Paulo

São Paulo - O ex-BBB Fernando Fernandes se envolveu com um travesti de 17 anos nesta terça-feira. Os dois foram parar no 3º Distrito de Polícia de Campos Elísios, em São Paulo, na manhã desta terça-feira. O ex-BBB alegou que o travesti conhecido como Camila tentou roubá-lo.
Já Camila afirmou que foi agredida por Fernando, que não quis pagar o programa. As informações são do site O Fuxico. Entrevistado por Sônia Abraão, no programa A Tarde É Sua, da Rede TV!, o travesti explicou ter passado por momentos de desespero ao lado do ex-BBB. De acordo com Camila, Fernando o abordou querendo um programa.
Já Camila afirmou que foi agredida por Fernando, que não quis pagar o programa. As informações são do site O Fuxico. Entrevistado por Sônia Abraão, no programa A Tarde É Sua, da Rede TV!, o travesti explicou ter passado por momentos de desespero ao lado do ex-BBB. De acordo com Camila, Fernando o abordou querendo um programa.
Travesti registra queixa de agressão contra ex-BBB

Um travesti de 17 anos registrou boletim de ocorrência por lesão corporal contra Fernando Fernandes, ex-participante do programa televisivo Big Brother 2, nesta manhã, em São Paulo (SP). Segundo a Polícia Civil, o adolescente teve um corte na testa, foi levado a um pronto-socorro e passa bem.
De acordo com a Polícia Civil, o travesti Thomas John de Souza, conhecido como Camila, afirmou ter sido agredido por Fernando após realizar um programa com ele. Segundo o boletim, o adolescente fazia ponto na esquina das ruas Rego Freitas com General Jardim quando foi abordado por Fernando, que dirigia um carro. O jovem teria pedido que os dois realizassem o programa em um hotel, mas o ex-BBB teria recusado. Em seguida, eles teriam mantido relações em uma rua próxima ao local.
Segundo os policiais, o adolescente disse que Fernando teria se recusado a pagar o programa, no valor de R$ 50. Os dois teriam discutido e o travesti teria fugido do carro levando as chaves do veículo. O ex-BBB teria seguido o jovem e o agredido com socos.
Em depoimento à polícia, Fernando afirmou que negou que tenha realizado o programa e a agressão ao jovem. Ele disse que passava de carro pelo local quando viu uma mulher pedir carona. Quando descobriu que se tratava de um homem, já dentro do veículo, o ex-BBB teria pedido para ele se retirar.
Contudo, segundo Fernando o travesti teria se recusado a sair e cobrado os R$ 50. O ex-BBB teria se recusado a pagar. O adolescente teria saído correndo do carro com as chaves do veículo.
Fernando disse que correu atrás do jovem para recuperar as chaves. Ele afirmou que o jovem teria sido agredido por terceiros enquanto fugia. Os dois foram levados para o 3º Distrito Policial, em Campos Elíseos, onde a ocorrência foi registrada.
De acordo com a Polícia Civil, o travesti Thomas John de Souza, conhecido como Camila, afirmou ter sido agredido por Fernando após realizar um programa com ele. Segundo o boletim, o adolescente fazia ponto na esquina das ruas Rego Freitas com General Jardim quando foi abordado por Fernando, que dirigia um carro. O jovem teria pedido que os dois realizassem o programa em um hotel, mas o ex-BBB teria recusado. Em seguida, eles teriam mantido relações em uma rua próxima ao local.
Segundo os policiais, o adolescente disse que Fernando teria se recusado a pagar o programa, no valor de R$ 50. Os dois teriam discutido e o travesti teria fugido do carro levando as chaves do veículo. O ex-BBB teria seguido o jovem e o agredido com socos.
Em depoimento à polícia, Fernando afirmou que negou que tenha realizado o programa e a agressão ao jovem. Ele disse que passava de carro pelo local quando viu uma mulher pedir carona. Quando descobriu que se tratava de um homem, já dentro do veículo, o ex-BBB teria pedido para ele se retirar.
Contudo, segundo Fernando o travesti teria se recusado a sair e cobrado os R$ 50. O ex-BBB teria se recusado a pagar. O adolescente teria saído correndo do carro com as chaves do veículo.
Fernando disse que correu atrás do jovem para recuperar as chaves. Ele afirmou que o jovem teria sido agredido por terceiros enquanto fugia. Os dois foram levados para o 3º Distrito Policial, em Campos Elíseos, onde a ocorrência foi registrada.
Orgulho SP: Associação cria o GLBTema, música tema da Parada

A Associação da Parada do Orgulho GLBT (Apoglbt) lançou na última segunda-feira, dia 19 de maio, seu primeiro tema musical para uma Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.Inspirada no slogan "Homofobia Mata, por um Estado Laico de Fato" que acompanha todas as ações da Apoglbt em 2008, a letra foi criada pelo carioca Otávio Santos. A música com timbres eletrônicos é de autoria de Otávio Ortega e de Laura Leiner, coordenadora artística da Parada de 2008.O GLBTema deve ser tocado periodicamente em todos os trios que participam da Parada, que que acontece no próximo domingo, dia 25 de maio, na Avenida Paulista. Conheça a letra: GLBTema
Homofobia MataPor um estado laico de fato e de verdadeDaquilo que nos fez humanosTudo foi Diversidade Por sermos tão diferentesQue somos todos iguaisBrilham os olhos as mentesQueremos brilhar em paz O orgulho o amor o respeitoSão sempre irmãos da razãoO que nos move é o efeitoDo pulso de um coração A humanidade escondidaPrecisa se revelarHomofobia é prisãoDe quem não quer se encontrar Discriminar é crimeNão devemos nada a ninguémBote a mão na consciênciaQue problema você tem?
terça-feira, 20 de maio de 2008
Confusão de Ronaldo Fenômeno com travestis vira anúncio publicitário

bafafá de Ronaldo Fenômeno com travestis virou anúncio publicitário. Carlos Moreno, o eterno garoto-propaganda da Bombril, se caracterizou como o jogador e as “moças” com quem o craque do Milan supostamente se envolveu. “Usamos a linguagem bem-humorada de sempre, sem querer desmerecer ninguém. Voltamos a fazer anúncios em cima de fatos jornalísticos, não é uma piada gratuita”, explica o publicitário Sergio Franco, redator da W/Brasil. Sergio conta ainda que a personalidade escolhida, como no caso de Ronaldo, tem que antingir todas as classes, como é o produto.
MP denuncia travesti Andréia por extorsão
RIO - Conforme antecipou o blog do colunista Ancelmo Gois, o promotor Alexandre Graça ofereceu denúncia contra André Luiz Ribeiro Albertini, o travesti Andréia, que foi acusado de extorsão contra o jogador Ronaldo Nazário, o Fenômeno, no polêmico episódio que envolveu outros dois travestis no motel Papillon, na Barra da Tijuca, na noite do dia 28 de abril (relembre o caso).
Ronaldo Fenômeno afirmou em seus depoimentos à polícia que Andréia exigiu dele R$ 50 mil para não procurar a imprensa e relatar o que supostamente teria acontecido no motel Papillon. Diante das declarações do craque no dia 12 de maio, o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, titular da 16 DP (Barra da Tijuca), disse iria indiciar o travesti por extorsão.
- Com esse depoimento, vamos encerrar o inquérito e encaminhá-lo à Justiça. Tudo indica que os outros dois travestis (Carla e Veida) entrarão apenas como testemunha e Andréia será indiciada pelo crime de extorsão - disse o delegado na ocasião.
A travesti Carla Tamini, que esteve no programa com o jogador Ronaldo Fenômeno junto com outras duas colegas, confirmou a versão do jogador de que a também travesti Andréia Albertini teria exigido R$ 50 mil dele para não divulgar o encontro à imprensa. Ronaldo disse ter sentido medo no episódio com travestis
Ronaldo Fenômeno, contou, em entrevista ao jornal espanhol AS, publicada na última quarta-feira, ter sentido medo e que, só no quarto, soube que se tratavam de travestis, e não de prostitutas. Afirmou ainda que a situação poderia ter acontecido com qualquer pessoa.
- Fui a um motel com ela e duas amigas. Quando chegamos, percebi que as duas amigas não eram mulheres, e sim homens, travestis, e nesse momento disse que não queria mais. Ali começaram as extorsões - afirmou Ronaldo.
Ronaldo Fenômeno afirmou em seus depoimentos à polícia que Andréia exigiu dele R$ 50 mil para não procurar a imprensa e relatar o que supostamente teria acontecido no motel Papillon. Diante das declarações do craque no dia 12 de maio, o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, titular da 16 DP (Barra da Tijuca), disse iria indiciar o travesti por extorsão.
- Com esse depoimento, vamos encerrar o inquérito e encaminhá-lo à Justiça. Tudo indica que os outros dois travestis (Carla e Veida) entrarão apenas como testemunha e Andréia será indiciada pelo crime de extorsão - disse o delegado na ocasião.
A travesti Carla Tamini, que esteve no programa com o jogador Ronaldo Fenômeno junto com outras duas colegas, confirmou a versão do jogador de que a também travesti Andréia Albertini teria exigido R$ 50 mil dele para não divulgar o encontro à imprensa. Ronaldo disse ter sentido medo no episódio com travestis
Ronaldo Fenômeno, contou, em entrevista ao jornal espanhol AS, publicada na última quarta-feira, ter sentido medo e que, só no quarto, soube que se tratavam de travestis, e não de prostitutas. Afirmou ainda que a situação poderia ter acontecido com qualquer pessoa.
- Fui a um motel com ela e duas amigas. Quando chegamos, percebi que as duas amigas não eram mulheres, e sim homens, travestis, e nesse momento disse que não queria mais. Ali começaram as extorsões - afirmou Ronaldo.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
SP: Presidente da Associação da Parada diz que ausência de trios de boates não tira brilho da festa

A 12ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, que acontece no próximo dia 25 de maio e tem como tema “Homofobia Mata: Por um Estado Laico de Fato”, não terá trios de casas noturnas. O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (Apoglbt), o transexual Alexandre Santos, entretanto, garante que a ausência não irá tirar o brilho da festa. Para Santos, o tom político sempre deu o tom à Parada já que a maioria dos carros sempre foi de ONGs e movimentos sociais, que desfilam gratuitamente. “Do total de 23 trios que participaram em 2007, somente sete pertenciam a empresas”, afirma. Entre as empresas privadas - que pagam R$ 10 mil para participar da Parada - já confirmaram presença os sites de relacionamento Disponível, Manhunt e TrocaTroca, além da top-drag Salete Campari. “O valor cobrado das empresas privadas é usado para manter a Associação, não para fazer a Parada”, explica Santos. O presidente da Associação lembra que a renda que vem da participação das empresas é usada na alimentação dos funcionários e na compra de material de escritório ao longo do ano. “Seria justo que os empresários da noite doassem 0,5% da renda à associação, afinal se suas festas lotam durante a Semana da Parada é por conta do público que vem a São Paulo para participar do desfile”, conclui.Custo quatro vezes maiorPara Tonyy Moreira, sócio da festa Trash 80’s, que levou trios à Parada de São Paulo nos últimos quatro anos, “não se pode culpar a cobrança da associação pelo esvaziamento desta edição”.
Segundo Moreira, a Parada representa um custo que ultrapassa R$ 40 mil para cada trio, além das dificuldades logísticas e da mobilização de pessoas. “Ter um trio na Parada não é apenas alugar um carro e pagar a associação. Tudo sai do nosso bolso, e ainda é muito difícil no Brasil conseguir patrocínio para um evento GLBT”, justifica.Apesar de reconhecer a visibilidade que o desfile proporciona, a Trash 80's não terá trio neste ano. “Nosso staff está comprometido com nossas festas, incluindo uma edição semanal beneficente”, explica.Mesmo sem os trios das casas noturnas, a Parada começa ao meio-dia, em frente ao Masp, e termina às 19h30 na Praça Roosevelt.
Confira os trios confirmados até o momentos e a seqüência dos mesmos na Avenida Paulista: 1. Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo - Trio Oficial de Abertura2. Ministério do Turismo3. Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo (Cads/Sepp)4. Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas5. Saúde e Cidadania - Programa Estadual DST/AIDS6. Mais Diferenças – Educação e Inclusão Social7. Sindicato dos Trabalhadores Telemarketing (Sintratel)8. Rede Um Outro Olhar9. Trio da Militância (Apoglbt)10. Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp)11. Central Única dos Trabalhadores (CUT)12. Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (Seesp)13. Trio da Visibilidade Lésbica (Apoglbt)14. Bar Odara 15. Banda do Fuxico 16. Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual (ABCDS)17. Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro18. TrocaTroca19. Disponivel20. Salete Campari21. Manhunt22. Prevenção a DST/Aids (Apoglbt)
Travesti do caso Ronaldo fecha contrato para estrelar pornô

Andréia Albertini, que recentemente se envolveu em um escândalo com o jogador Ronaldo, fechou contrato para estrelar quatro filmes pornôs para a Ícaro Studios, segundo o dono da produtora André Sequeira.
Os filmes serão lançados em DVD, Internet e para telefonia celular.
O primeiro filme com Andréia está com lançamento previsto para junho de 2008.
Andréia também prepara um livro sobre seus casos com famosos e anônimos, além de sua história. A obra vai traçar a trajetória de Andréia desde sua infância humilde em São Paulo até o momento em que resolveu assumir sua opção sexual, aos 12 anos de idade.
Os filmes serão lançados em DVD, Internet e para telefonia celular.
O primeiro filme com Andréia está com lançamento previsto para junho de 2008.
Andréia também prepara um livro sobre seus casos com famosos e anônimos, além de sua história. A obra vai traçar a trajetória de Andréia desde sua infância humilde em São Paulo até o momento em que resolveu assumir sua opção sexual, aos 12 anos de idade.
Produtora divulga foto do pornô com travesti do caso Ronaldo

A produtora Ícaro Studios divulgou nesta sexta-feira a primeira foto para divulgar o pornô de Andréia Albertini, a travesti envolvida no escândalo do jogador Ronaldo.
Na imagem, Andréia aparece nua, apenas de meião e chuteiras, e cobrindo as partes íntimas com uma bola de futebol.
A frase do cartaz remete diretamente a Ronaldo, quando, logo após o nome de Andréia, está escrito: "ela é um fenômeno".
Andréia fechou contrato com a Ícaro Studios para atuar em quatro filmes pornôs. Os filmes serão lançados em DVD, Internet e para telefonia celular. O primeiro filme tem lançamento previsto para junho.
Na imagem, Andréia aparece nua, apenas de meião e chuteiras, e cobrindo as partes íntimas com uma bola de futebol.
A frase do cartaz remete diretamente a Ronaldo, quando, logo após o nome de Andréia, está escrito: "ela é um fenômeno".
Andréia fechou contrato com a Ícaro Studios para atuar em quatro filmes pornôs. Os filmes serão lançados em DVD, Internet e para telefonia celular. O primeiro filme tem lançamento previsto para junho.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Ator da Globo diz que travestis são infelizes, informa Mônica Bergamo

O ator Rômulo Arantes Neto, 21, ex-protagonista de "Malhação", da TV Globo, diz que o jogador Ronaldo caiu "numa grande cilada". O jovem entende do assunto: no ano passado, foi parar numa delegacia sob acusações de roubo e agressão contra travesti no Rio.
Divulgação
Depois de ser acusado de agredir travesti, Rômulo Arantes Neto é a capa da "Junior"
A entrevista do ator foi publicada pela coluna Mônica Bergamo, na Folha deste sábado (10), que está nas bancas. O conteúdo completo é exclusivo para assinantes UOL e Folha.
Na época, o ator disse ter confundido o travesti com mulher. "Se não está no seu estado sóbrio, isso acaba alterando um pouco a sua visão", diz. Rômulo, que afirma ser heterossexual, é a capa da revista gay "Junior" que chega às bancas no próximo dia 19.
Durante a entrevista à coluna, o ator contou o que pensa dos travestis: "É um povo insatisfeito, muito infeliz", disse. Sobre o ensaio sensual, Neto falou que fez "um meio termo", para não "acabar sujando" seu lado.
Divulgação
Número 5 da revista "Junior" chegará às bancas em duas versões
Ele disse ainda que é possível, sim, confundir travesti com mulher.
"Os travestis estão muito evoluídos. Eles têm milhões de recursos pra se igualar à mulher", falou.
Sobre o episódio Ronaldo, que foi parar na delegacia após sair com três travestis, Neto afirmou que o jogador "caiu na mesma cilada" que ele.
Na última quarta-feira, a coluna Destaques GLS, da Folha Online, informou, com exclusividade, que o ator seria capa da edição nº 5 da revista "Junior". Ontem, o diretor da publicação, André Fischer, disse ter certeza de que não houve agressão por parte do ator.
"Checamos a história, que teria envolvido agressão, e realmente ao que consta não houve agressão alguma. As travestis nunca fizeram menção a esse fato, não declararam que foram agredidas e quem armou o barraco foi a prostituta que estava com elas", disse o diretor da "Junior".
Estampar atores da Globo na capa ajuda a chamar a atenção do público nas bancas. No mês passado, a "Dom" trouxe Rodrigo Hilbert em sua capa e sofreu críticas de alguns militantes, que lembraram o uso da expressão "bichona" pelo ator durante o "Domingão do Faustão" (Globo). A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) chegou a cobrar uma retratação pública do ator.
Divulgação
Depois de ser acusado de agredir travesti, Rômulo Arantes Neto é a capa da "Junior"
A entrevista do ator foi publicada pela coluna Mônica Bergamo, na Folha deste sábado (10), que está nas bancas. O conteúdo completo é exclusivo para assinantes UOL e Folha.
Na época, o ator disse ter confundido o travesti com mulher. "Se não está no seu estado sóbrio, isso acaba alterando um pouco a sua visão", diz. Rômulo, que afirma ser heterossexual, é a capa da revista gay "Junior" que chega às bancas no próximo dia 19.
Durante a entrevista à coluna, o ator contou o que pensa dos travestis: "É um povo insatisfeito, muito infeliz", disse. Sobre o ensaio sensual, Neto falou que fez "um meio termo", para não "acabar sujando" seu lado.
Divulgação
Número 5 da revista "Junior" chegará às bancas em duas versões
Ele disse ainda que é possível, sim, confundir travesti com mulher.
"Os travestis estão muito evoluídos. Eles têm milhões de recursos pra se igualar à mulher", falou.
Sobre o episódio Ronaldo, que foi parar na delegacia após sair com três travestis, Neto afirmou que o jogador "caiu na mesma cilada" que ele.
Na última quarta-feira, a coluna Destaques GLS, da Folha Online, informou, com exclusividade, que o ator seria capa da edição nº 5 da revista "Junior". Ontem, o diretor da publicação, André Fischer, disse ter certeza de que não houve agressão por parte do ator.
"Checamos a história, que teria envolvido agressão, e realmente ao que consta não houve agressão alguma. As travestis nunca fizeram menção a esse fato, não declararam que foram agredidas e quem armou o barraco foi a prostituta que estava com elas", disse o diretor da "Junior".
Estampar atores da Globo na capa ajuda a chamar a atenção do público nas bancas. No mês passado, a "Dom" trouxe Rodrigo Hilbert em sua capa e sofreu críticas de alguns militantes, que lembraram o uso da expressão "bichona" pelo ator durante o "Domingão do Faustão" (Globo). A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) chegou a cobrar uma retratação pública do ator.
Rômulo Arantes Neto diz que foi mal interpretado sobre polêmica com travestis
Após dar uma entrevista polêmica sobre os travestis, Rômulo Arantes Neto resolveu se retratar através de um comunicado ao EGO, alegando que foi mal interpretado.
Na matéria publicada no jornal "Folha de São Paulo", o ator fala que os travestis são "um povo insatisfeito, muito infeliz".
No comunicado, o ator revela que não quis atacar os gays. "Quando disse povo infeliz, me referia aos travestis que se prostituem nas ruas e têm uma vida difícil. Lógico que não me referi aos gays em geral".Rômulo, que está na capa da quinta edição da revista "Junior", voltada para o público GLS, revelou ainda que se dá muito bem com os homossexuais. "Não tenho nada contra a opção sexual de cada um. Já trabalhei em lugares como Nova York, Paris e Milão. Tenho muitos amigos gays no mundo da moda, o que acho muito natural".
Na matéria publicada no jornal "Folha de São Paulo", o ator fala que os travestis são "um povo insatisfeito, muito infeliz".
No comunicado, o ator revela que não quis atacar os gays. "Quando disse povo infeliz, me referia aos travestis que se prostituem nas ruas e têm uma vida difícil. Lógico que não me referi aos gays em geral".Rômulo, que está na capa da quinta edição da revista "Junior", voltada para o público GLS, revelou ainda que se dá muito bem com os homossexuais. "Não tenho nada contra a opção sexual de cada um. Já trabalhei em lugares como Nova York, Paris e Milão. Tenho muitos amigos gays no mundo da moda, o que acho muito natural".
quarta-feira, 14 de maio de 2008
ATOR POSA PARA REVISTA GAY E DIZ: “TRAVESTI É UM POVO INSATISFEITO, MUITO INFELIZ”

O ator Rômulo Arantes Neto, 21, o André de "Malhação 2007", da TV Globo, contou para a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, que acredita que o jogador Ronaldo foi vítima de "uma grande cilada". Rômulo também já teve problemas com travestis e no ano passado foi parar numa delegacia acusado de roubar e agredir um deles no Rio de Janeiro.
De acordo com a coluna, na ocasião, o ator disse que confundiu o travesti com uma mulher. "Se você não está no seu estado sóbrio, isso acaba alterando um pouco a sua visão", diz.
Rômulo, que se declara heterossexual, é a capa da revista gay "Junior" que estará nas bancas no próximo dia 19 de maio. No decorrer da entrevista à coluna, o ator deu uma declaração polêmica sobre os travestis: "É um povo insatisfeito, muito infeliz", afirmou. Comentando o ensaio sensual, ator falou que ficou “num meio termo", para não "acabar sujando" sua reputação.
De acordo com a coluna, na ocasião, o ator disse que confundiu o travesti com uma mulher. "Se você não está no seu estado sóbrio, isso acaba alterando um pouco a sua visão", diz.
Rômulo, que se declara heterossexual, é a capa da revista gay "Junior" que estará nas bancas no próximo dia 19 de maio. No decorrer da entrevista à coluna, o ator deu uma declaração polêmica sobre os travestis: "É um povo insatisfeito, muito infeliz", afirmou. Comentando o ensaio sensual, ator falou que ficou “num meio termo", para não "acabar sujando" sua reputação.
Em entrevista, Rômulo Arantes Neto diz que os travestis são 'um povo infeliz'

Ator que se envolveu em escândalo parecido com o de Ronaldo fala à coluna da Mônica Bergamo, no jornal "Folha de São Paulo"
No ano passado, Rômulo Arantes Neto se viu em meio a um escândalo envolvendo travestis. Com o assunto de volta à baila após o caso Ronaldo, o ator foi procurado pela coluna de "Mônica Bergamo" para comentar o caso.
A entrevista dado jornal "Folha de São Paulo" traz várias declarações polêmicas, veja algumas respostas. Sobre travestis "Os travestis estão muito evoluídos. Eles têm milhões de recursos pra se igualar à mulher. Então, querendo ou não, se você bebeu um pouco, se não está no seu estado sóbrio, isso acaba alterando um pouco a sua... a sua... visão, os sentidos, né? Você acaba se confundindo e só conseguindo enxergar no momento mais nítido, com mais proximidade, menos distância." "É complicado. É um povo insatisfeito, muito infeliz, então eles vêem isso como uma oportunidade. Às vezes, não é nem por maldade, mas como uma salvação própria." Sobre Ronaldo "Eu falei: "Caiu na mesma cilada! Que roubada em que ele se meteu!". Não queria estar na pele dele! Porque já estive e é a pior situação possível." Sobre ensaio para revista gay "Fiz um meio termo. Todo mundo vai gostar e não vai acabar sujando o meu lado."
A entrevista dado jornal "Folha de São Paulo" traz várias declarações polêmicas, veja algumas respostas. Sobre travestis "Os travestis estão muito evoluídos. Eles têm milhões de recursos pra se igualar à mulher. Então, querendo ou não, se você bebeu um pouco, se não está no seu estado sóbrio, isso acaba alterando um pouco a sua... a sua... visão, os sentidos, né? Você acaba se confundindo e só conseguindo enxergar no momento mais nítido, com mais proximidade, menos distância." "É complicado. É um povo insatisfeito, muito infeliz, então eles vêem isso como uma oportunidade. Às vezes, não é nem por maldade, mas como uma salvação própria." Sobre Ronaldo "Eu falei: "Caiu na mesma cilada! Que roubada em que ele se meteu!". Não queria estar na pele dele! Porque já estive e é a pior situação possível." Sobre ensaio para revista gay "Fiz um meio termo. Todo mundo vai gostar e não vai acabar sujando o meu lado."
terça-feira, 13 de maio de 2008
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