terça-feira, 31 de março de 2009





O que é ser paty


Ser patricinha não é somente usar rosa, vestir roupas de grife, andar na moda, ser popular, etc..Ser patricinha é ter seu próprio estilo independente se vai ou não chamar a atenção, ser patricinha é voce ser simpatica, alegre, futil, linda, estrovertida enfim ser patricinha é voce lutar pelos seus objetivos até alcançar-los independentemente sendo ele qual for. Chega de todas essas criticas de que toda patricinha é nojenta, burra e pata, ser patricinha é voce ter força de vontade é voce quebrar todos os tabus, ser patricinha é acima de tudo ser feliz e o melhor.. ser Originalahh e ser patty não é ter preconceitos e nao ter nojo das pessoas aceitar como elas são.."Se você aCHA que ser patty é exibir suas coisas e suas condiçoes financeiras,tá engANada..dear!SEr Patty é ter estilo e saber usa-lo" =**


Mandamentos de uma paty!!

1º Manter as unhas sempre bem feitas.

2º Ser uma garota fina.

3º Estar sempre In com a moda.

4º Usar tudo combinando.

5º Ter celular.

6º Ser popular.

7º Ter uma vida social ativa.

8º Estar sempre perfumada.

9º Usar o vocabulário oficial.

10º E acima de tudo ser você mesma.


Muitas pessoas odeiam patricinhas, mais muitas vezes nem sabem porque.Nós patricinhas somos pessoas normais, choramos, brigamos, sorrimos, mais a diferença é q fazemos tudo isso com muito charme e elegância.Somos arrumadinhas, cheirosas, educadas, carismáticas, adoramos a cor rosa e adoramos falar sobre moda.Ser patrícinha não é uma coisa que podemos vira de uma hora para outra e depois desistir e voltar a ser como era antes, para ser patricinha vc tem que ser desde de pequena, ter vaidade e não adotar isso quando quiser.Ser patrícinha é ser uma pessoa completamente diferente, e ao mesmo tempo igual as outras

segunda-feira, 30 de março de 2009











Mensagem ((Renata Andrade))

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Carolina Ferraz viverá travesti em filme de Michael Pacino


Após algumas semanas de suspense, a atriz Carolina Ferraz confirmou que interpretará uma travesti nas telonas. O filme, que deve ser produzido e dirigido pelo americano Michael Pacino, começa a ser rodado em junho, no Rio de Janeiro. Carolina contracenará com outra experiente atriz, Sandra Corveloni, que conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Cannes pelo seu papel em Linha de Passe, dos diretores Walter Salles e Daniela Thomas. A travesti Patricia Araújo, que fez sucesso nos palcos do último Fashion Rio, deve também fazer parte do elenco.Segundo a Rolling Stone, o filme será rodado em bairros bastante frequentados pelas travestis cariocas. A trama traz Sandra na pele de uma paciente com câncer terminal que pede para sua irmã travesti tomar conta de seus dois filhos. O longa deve chegar aos cinemas em 2010.

Renata Andrade















































































quinta-feira, 26 de março de 2009


Festa na casa de Adriano teve topless, camisinhas e lubrificante, dizem jornais

A travesti Patrícia Araújo e a modelo Fabiana Andrade - que reveleam namorar jogadores de futebol! - foram duas das convidadas

A festa que o jogador de futebol Adriano deu em sua nova casa, no condomínio das Mansões, no Rio de Janeiro, está dando o que falar. Duas das convidadas, a modelo Fabiana Andrade e a travesti Patrícia Araújo, contaram detalhes da comemoração para os jornais "Extra" e "Meia Hora". Outros convidados, que não quiseram se identificar, disseram que a festa estava cheia de meninas da termas "Centauros", uma das mais caras do Rio de Janeiro, e que camisinhas e potes de lubrificante eram servidos em bandejas. Além disso, uma modelo que já foi capa de uma revista masculina teria beijado vários jogadores, além de ter feito topless na piscina.

"Das conhecidas do grande público, só estavam Fabiana Andrade e a travesti Patrícia Araújo. O resto eram mulheres da Centauros", disse um convidado ao "Extra". Para o "Meia Hora", um convidado contou que dois homossexuais faziam as vezes de garçons distribuindo camisinhas. "Tinham jogadores de futebol, modelos e prostitutas. Dois gays circulavam pela festa distribuindo camisinhas e potes de lubrificante em bandejas. Sem dúvida rolou muito sexo e orgia".

Namoro na seleção

Fabiana, que contou estar namorando um jogador da Seleção, mas não quis identificá-lo - garantiu apenas que não é Adriano -, revelou que caiu na piscina de calcinha e sutiã ao lado de Patrícia. "Estava muito quente e eu não tinha levado biquíni".

Já Patrícia Araújo, que também diz estar namorando um jogador da seleção e já posou nua para a revista masculina "Gata da Hora" de abril, disse que foi ameaçada para não dar mais detalhes da festa. "Havia muito mais homem do que mulher", revelou. Patrícia contou que seu namorado, que não é Ronaldo e Adriano, está com ela há quatro meses, mas é casado. "W
Ele diz que sou educada e não faço escândalo como outras mulheres. Para ele, sou perfeita".

Concentrado com a seleção em Teresópolis, Adriano disse apenas que a festa foi uma comemoração familiar.

Travesti conta tudo sobre namoro com jogador da Seleção


O travesti Patrícia Araújo - que disse já ter saído com vários famosos e será capa da revista GATA DA HORA de abril - revelou que está quase casada com um famoso jogador de futebol. Segundo ela, o craque teve passagens pela Seleção, pela Europa e hoje joga em clube de São Paulo.
O namoro começou há quatro meses, mas os dois já se conheciam há cerca de dois anos. "Ele diz que eu sou educada e não faço escândalo como as outras mulheres que teve. Para ele, sou a mulher perfeita", revela Patrícia. "Já nos conhecíamos há algum tempo e decidi investir na relação. Não quero dizer quem é, pois ele é casado. Virei a outra, ninguém merece. Mas sei que ele gosta muito de mim. E garanto que não é o Ronaldo", diz a travesti.
Patrícia também nega que o amado seja o atacante Adriano, do Inter de Milão. "Nada a ver, ele é apenas meu amigo", garante ela. A amizade com o Imperador rendeu a Patrícia um convite para festa na casa do jogador, na Barra, segunda-feira. O evento contou também com a presença de outros jogadores de futebol, alguns da Seleção, e da modelo Fabiana Andrade. "Foi uma festa entre amigos", conta a travesti.
De sutiã e calcinha na piscina
Fabiana Andrade diz que pulou na piscina de sutiã e calcinha. "Não cheguei a ficar nua, apenas de calcinha e sutiã. É que um jogador foi brincar com o tamanho do meu bumbum e acabei caindo na água. Para não molhar a roupa, tirei", afirma Fabiana.
Na festa de Adriano, camisinhas e KY 'servidos' em bandejas
Fontes ligadas aos jogadores garantem que a festa promovida por Adriano, na Barra, foi muito animada. Rolaram dois dias de farra. No domingo, aconteceu um churrasco com pagode e a presença de várias belas mulheres. Na segunda, a festinha, com as presenças de Patrícia e Fabiana, teria continuado a todo vapor.
"No churrasco, havia jogadores de futebol, modelos e algumas meninas da 4x4 (casa de prostituição). Dois gays circulavam pela festa distribuindo camisinhas e potes de KY (lubrificante) em bandejas. Sem dúvida houve muito sexo e orgia", conta o amigo de um jogador, que pediu para não ser identificado.
A festa de segunda-feira também teria sido quente. Segundo outro amigo de um jogador, modelo que já foi capa de revista masculina teria beijado vários jogadores na boca e feito topless na piscina. "Muitos homens elogiaram o corpo da Patrícia quando ela tirou a roupa. Acharam melhor do que o de muitas mulheres lindas que estavam lá. Mas a festa, na verdade, foi só um esquenta. O sexo mesmo aconteceu depois", revela.
Concentrado com a Seleção, Adriano não deu entrevistas ontem. Mas informalmente o jogador comentou o episódio da festa. Segundo ele, foi algo familiar, junto com sua mulher, a babá e os dois filhos, e não havia outros jogadores. "A casa é minha, o dinheiro também e convido quem eu quiser, mas não tinha nenhum jogador", afirmou o Imperador. Robinho negou até que tenha sido convidado. "Se teve, eu não fui. Quanto maior o sucesso, mais coisas inventam. Desconheço o assunto e se tivesse ido não teria por que esconder", disparou. Já a CBF disse que não comentaria o episódio, pois se trata de assunto pessoal dos jogadores.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Primeira vez com uma travesti maravilhosa(contos eróticos)

Vou contar aqui um fato que aconteceu comigo há uns 4 anos, que definitivamente mudou minha vida... Sou branco, 1,73 de alt. 58kg. olhos e cab. cast. E possuo um dote de 18x6cm, me considero um homem bonito, e sempre fui muito namorador, uns anos antes do acontecido, fiquei vislumbrado com uma travesti q trabalhava em um salão de beleza embaixo da casa de minha tia, costumava ir sempre visita-la, mas antes de visita-la, procurava apreciar aquela diva,... ela era muito linda... alta, devia ter 1,75 de alt. Loira, seios grandes e super duros cabelos compridos, coxas grossas e lisinhas que eu podia constatar quando ela ia trabalhar de saia, ela realmente me deixava maluco de tesão, até q um dia criei coragem, ou melhor só meia coragem resolvi entrar no salão para cortar o cabelo com ela,... ela se prontificou rapidamente, me conduziu até o lavador para lavar minha cabeça tinha uma mão macia e delicada cheguei a pensar q era realmente uma mulher quando ela começou a cortar meu cabelo ela encostava os seios nos meus ombros e eu fazia questão de acaricia-los sem dar a perceber as outras pessoas do salão.
O tempo passou e o salão fechou até q um dia eu voltando do serviço a encontrei em uma esquina...já passava das 23h. resolvi parar a moto pra conversar com ela... ela estava fazendo programas... comprimentei-a e fui embora no caminho o tesão tomou conta de mim, e resolvi voltar, encontrei-a novamente e convidei-a para ir ao motel, ela não acreditou, mas me disse q precisava trabalhar então combinamos o preço e rumamos para o motel... lá chegando ela foi muito delicada, me pediu para aguardasse pois ia ao banheiro, resolvi tirar a camisa e ficar mais a vontade. Quando ela voltou, veio carinhosamente perto de mim e me perguntou se eu já havia feito isso alguma vez o q disse q não, e era uma realidade, o nome dela era Thalita, uma bela gata com um detalhe muito bonito ela veio por cima de mim e me ajudou a tirar o resto de minhas roupas o que a ajudei também com muito tesão, comecei a mamar em seus seios, e ela se contorcia, enquanto eu descia minhas mãos por debaixo sua saia despi-la deixando só de calcinha, ela se virou rapidamente sobre mim e abocanhou meu pau q já estava duro feito pedra... hummmmm...
Que delicia nunca senti uma boca tão gostosa fazendo uma chupeta deliciosa como aquela, pedi q ela se virasse pra mim me oferecendo aquela bunda linda na minha cara... tirei sua calcinha e me deparei com um detalhe q era a coisa mais linda, semi duro e balançando na minha frente mas não tive coragem comecei a lamber seu cúzinho, meter minha língua bem fundo e sorve-lo deliciosamente...hummm...q cu delicioso ela não largava meu pau, sugava meu saco chupava com força uma bola de cada vez, lambia meu cúzinho... ahhhhhh... isso me deixou maluco, meu pau doeu de tanto tesão ela percebeu a situação e perguntou se eu queria chupa-la, disse que não, que não tinha coragem, ela disse que eu ira gostar e pediu para q eu experimentasse e voltou a mamar meu cúzinho, não resisti e comecei a sugar aquele grelo gostoso, meti-o todo na boca e comecei sugar, meio sem jeito mas adorando, ela começou a enfiar um dedo no meu cú bem devagarinho e eu estava nas alturas, seu pau começou a crescer na minha boca, era imenso maior q o meu devia ter uns 20x5 cm...lisinho, cheiroso, delicioso, não resisti muito tempo e desagüei em sua boca... gozei como nunca... hummmmm... jamais imaginei q gozaria daquele jeito,ela louca de tesão sorveu tudo com gosto sem perder uma gota... e sem descuidar do meu rego seu pau em minha boca pulsava de tesão, ela ñ me deu trégua, e continuou mamando meu cúzinho... enquanto eu me deliciava com seu pau em minha boca, e metendo 2 dedos no rabo dela, ela bombava seu pau na minha garganta, por vezes tive vontade de vomitar, ela não queria saber... e continuou... fodendo minha boca e meu cúzinho com um dedo... até que perguntou se eu gostaria de ser comido por ela... que estava louca pelo meu cúzinho, e sabia que era virgem, eu com medo, na mesma hora disse que não, ela disse que não iria me machucar que seria carinhosa, mas não arredei o pé, ela aceitou minha posição, e se ajoelhou na cama, fiquei de 4 pra ela mamando seu pau delicioso, até que ela não resistiu, me segurou pelos cabelos, quando percebi o que ela faria, tentei fugir, mas não deu tempo, ela me segurou com força e gozou fundo na minha garganta, quase morri engasgado, ela gozava muito, uma quantidade de porra que nunca vi, ela caiu na cama me puxando pra cima dela e me beijando pra trocarmos nossa porra, foi uma delicia. Depois de algum tempo, fomos ao banheiro nos lavar, ela resolveu me dar banho, se encostando pelas minhas costas, roçando seu pau na minha bunda, confesso que meu cu chegou a piscar, e me arrepiei por inteiro, ela em uma atitude profissional, disse-me para me conter, pois o programa já tinha terminado, mas não consegui, meu pau tem vontade própria, quando ela percebeu a situação, resolveu mudar de idéia e me contemplar, saímos do chuveiro, e voltamos pra cama, ela correu na minha frente, e se pôs de 4 pra mim oferecendo aquela bunda maravilhosa, não resisti e caí de boca naquele rabo delicioso, era realmente lindo, mamei seu cúzinho, fazendo ela suspirar de tesão... enquanto minhas mãos já com vontades próprias, enveredavam entre suas pernas, buscando seu cacete, comecei a alisa-lo, fui metendo minha língua naquele cu, e ela rebolando, comecei a escorregar minha língua entre seu cúzinho e seu saco, enquanto ia espalmando meu dedão na entrada daquele rabo gostoso, fui enfiando o dedo, enquanto lambia e sugava suas bolas, uma de cada vez, ela gemia gostoso.
Eu começava a sentir seu cacete inchar na minha mão, puxei- o pra traz e comecei aquela mamada, estava alucinado por aquele pau, mameio- feito um bezerro faminto, enquanto fodia aquele cu com meu dedo, ela pedia pra que eu a comesse, fiquei de joelho atrás dela, dei uma cuspida naquele cúzinho maravilhoso, e comecei a pincelar meu pau entre sua bunda, ela rebolava e mexia gostoso, quando ela menos esperava enterrei meu pau de uma só vez, ela gemeu alto gritou de tesão, segurei-a pela cintura e comecei a bombar, feito um cachorro engatado, debrucei sobre ela, e a segurei pelos cabelos com uma das mãos, enquanto a outra, adivinha, agarrei aquele grelo, pra minha surpresa estava tinindo, não sei quanto tempo ficamos curtindo assim, eu bombando, ela rebolando, eu punhetando ela, ela gemendo, suspirando. Não estava mais agüentando aquele tesão que corria dentro de mim, seu cu mordia meu pau, eu ia gozar, avisei, ela rapidamente, com uma das mãos apertou meu saco, não sei como fez ou direito o que fez, mas retardou meu gozo, era muito experiente, ela pediu para que eu me sentasse a beira da cama, e foi acariciar minhas bolas, ajoelhou e mamou carinhosamente, depois de refeito, ela virou-se de costas pra mim, agarrou meu pau, e veio se espetar nele, que visão maravilhosa, segurei-a pela cintura e ela rebolando, foi se encaixando deliciosamente, começou uma cavalgada alucinada, pedi pra que recostasse no meu peito abracei- a e com uma das mãos comecei a apertar-lhe os biquinhos dos peitos, e com a outra, não preciso nem dizer, ela dizia que eu estava louco pra dar pra ela, que estava tarado no pau dela, e que ela estava louca pra me desvirginar, fingi não ouvir, mas era a mais pura verdade, puxei seu rosto pra mim e comecei a beija-la enquanto ela rebolava, não agüentava mais queria e precisava gozar, ela saltou de cima de mim e ajoelhou-se novamente e mamou, mamou chupou gostoso meu pau, até que gozei, pensei que iria morrer de tesão naquele gozo, ela sorveu tudo sem desperdiçar uma só gota, veio por cima de mim me beijou, e desceu novamente, pra se deliciar no meu cúzinho, eu tremia de prazer ela se punhetando e cravando a língua tão fundo que pensei que ira chegar no meu estomago, levantei-me e invertemos as posições, comecei a mamar-lhe o pau novamente, ela me puxou para o 69 e vibrava por ver meu cu virgem com todas as preguinhas, dizendo que iria sonhar com ele, me descabaçando, até que gozou novamente bebi tudo, meu segundo brinde de porra na vida.
Descansamos um pouco tomamos outro banho, prometemos nos encontrar novamente, e saímos, nunca mais a vi. Hoje me arrependo de não ter-lhe dado minha virgindade anal, e muitas vezes ainda sonho com ela, e continuo virgem... Se você Thalita estiver lendo isso, ou alguma mulher de pau de Santos ou região, se interessar por uma aventura igual a essa, e quem sabe conseguir me convencer a dar, escreva-me, confesso que ainda sou virgem, mas meu tesão por experimentar está a mil.
Beijos a todas bonecas maravilhosas desse Brasil

Renata Andrade dá dicas de como fazer sexo anal sem melecar-se. Fazendo a lavagem ou chuca


Antes que me perguntem, já vou dar umas dicas de como fazer ahigienização para um ótimo sexo anal. O jeito mais prático e usado porgays e travestis é a introdução da mangueirinha do chuveiro. Enfia,deixa entrar um pouco de água e depois solta no vaso sanitário. Faz-seumas duas ou três vezes até que a água saia limpa.
Antes da mangueirinha vá ao sanitário e faça suas necessidadesfisiológicas naturalmente, force um pouquinho,rs... O procedimento dalavagem não é aconselhado por médicos, visto que vão dizer que o localnão foi feito para sexo e é prejudicial para a flora intestinal. Mas,não há outra maneira, não dá de divertir-se com uma melequeira não é? Eo cheirão?
Portanto, mangueirinha, sabonete bactericida e rabinho limpinho echeiroso. Quanto à quantidade de água, seja sensato e coloque osuficiente para a limpeza. Outro detalhe importante: no dia que vocêprogramou uma sessão de sexo anal, atente para a comida. Evitealimentos que soltem o intestino, se possível, coma o mínimo possível.
Não queira comer uma feijoada e depois ser enrabado! Desculpe abrincadeira, é só para descontrair porque você já está nervoso, achandoque isso não é pra você!Olha, ninguém nasce sabendo, eu mesma já passeivários cheques ( o ato de sujar ), mas eu queria dar e não sabia comofazer a limpeza preliminar. Se você não gostou da idéia damangueirinha, há em fármacias clisters para limpeza intestinal.
Esse medicamento é usado para fazer exames que necessitem de aparelhosque entrem pelo ânus. Só para encerrar esse assunto um quanto tantoembaraçante, lembre-se de que higiene é sempre necessária. Eu mesma nãouso papel higiênico, faço uma chuquinha básica sempre. Ah! Não esqueçatambém de tirar toda a água que você colocou, senão o resultado tambémé desagradável!

terça-feira, 24 de março de 2009

Homem transexual engravida de gêmeos na Espanha


O mundo recebeu, nesta segunda-feira, a notícia de que há mais um homem "grávido". Só que desta vez, nascerão dois bebês. O transexual Rubén Noé, nascido Estefanía Corondonado, está grávido de gêmeos e sua história é bem parecida com a do americano Thomas Beatie, que estampou os jornais do mundo inteiro ao ser anunciado como o primeiro "homem grávido".Assim como Thomas, Rubén manteve seus órgãos reprodutivos e pretende registrar as crianças em seu nome e no nome da companheira, Esperanza Ruiz, de 43 anos e mãe de dois filhos. Ruiz não pode ser mãe novamente, por isso veio a decisão de Rubén engravidar após um tratamento de fertilização.Os bebês devem nascer em setembro, mas os médicos, no entanto, advertiram que a gravidez é de alto risco, pois o espanhol sofre de epilepsia. Mesmo assim, Rubén pretende vender uma foto sua durante a gestação. "Se eu não fizer isso, alguém vai fazer e ganhar uma fortuna".

quarta-feira, 18 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Manifesto Crossdresser

Em meio século de vida, assisti a muitos e significativos avanços na concepção e na percepção, por parte do grande público, das questões relacionadas à diversidade de gênero. Pude ver, por exemplo, dentro do espectro de gênero, a aceitação pública tornar-se relativamente ampla e favorável para a maior parte dos segmentos de gays/lésbicas e bissexuais. Podemos presenciar, hoje, fatos como esse filme incrivelmente popular O Segredo de Brokeback Mountain (2006) com sua forte temática gay, a televisão mostrando e tratando diretamente da questão das lésbicas, personalidades populares admitindo - até proclamando – em público a sua condição de homo/bissexualidade.
Definitivamente, não estamos mais naqueles difíceis anos sessenta! Mesmo os complexos aspectos da transexualidade figuram hoje na linha de aceitação popular, como atesta o “Globo de Ouro” e a indicação para o oscar da atriz Felicity Huffman por sua atuação no filme Transamerica, o que, sem dúvida, fornecerá um auxílio muito significativo para a avaliação de massa das questões da transexualidade.
Mas, tristemente, a comunidade de CDs não tem quase nenhum movimento positivo ou insight favorável em relação à opinião pública. Posso adivinhar que chegarei à velhice lamentando que nenhum roteirista de Hollywood tenha pensado em escrever um roteiro onde, em vez de cowboys gays, aparecessem cowboys vestidos de mulher. Talvez isso aconteça algum dia, mas certamente não será para eu ver.
Acredito firmemente que a comunidade CD é abençoada com uma gama incrível de talento, energia, e recursos. Todas as meninas que eu conheci impressionaram-me tremendamente pelas inúmeras qualidades e talentos pessoais que elas têm a oferecer. Vejo que temos o poder para modificar o nosso destino mas, ao que parece, ainda nos falta o foco e a determinação de fazê-lo. E embora reconhecendo humildemente não ser nenhuma “Karl Marx”, oferecerei um primeiro esboço de um manifesto – uma proposta de como podemos canalizar as nossas fascinantes personalidades para modificar os corações e mentes da Sociedade. Esta é a minha sugestão hoje, mas na medida em que toda vocês contribuírem com idéias, críticas e energia, vamos transformar esse “esboço inicial” em algo que realmente poderemos fazer acontecer.
Da maneira que eu percebo, temos de trabalhar como equipe para fazer progressos em quatro frentes bastante amplas, cada uma delas aguardando por todas aquelas que estejam aptas para atuar e possam oferecer a sua colaboração espontânea:
(1) Precisamos de Embaixadores.Precisamos de irmãs que possam apresentar tanto uma imagem física positiva como um exemplo de vida maduro para ser as nossas porta-vozes – tanto nos meios de comunicação, como nos shoppings e avenidas das nossas comunidades. A sociedade precisa perceber que não somos nem “doentes” nem "porra-loucas" mas gente normal, apenas com um diferencial de gênero.
Se você tem condições de sair e ir a qualquer lugar en femme precisamos de você para contactar o mundo e GERAR INTERCÂMBIOS. A maioria de nós não pode fazer isso. Então, se você pode sair, se se sente seguro de falar com pessoas – seja lá o tipo de voz que você tenha, se se sente confortável em ouvir suas perguntas, você é alguém indispensável para a nossa comunidade. As pessoas certamente vão lhe perguntar coisas do tipo: - “então, você não é gay?” “Por que você precisa fazer isto?” “Você tem esposa, família e emprego?” e as respostas que dermos não são tão críticas quanto o fato de estarmos dispostas a ouvir e a aceitar as perguntas. Eles não entendem nada da vida que levamos, além de haver partes dessa vida que nem nós entendemos. Mas se não começarmos a compartilhar informação a nosso respeito, o resto do mundo simplesmente nos varrerá pra debaixo do tapete.
(2) Precisamos de Educadores.Precisamos de irmãs bem dotadas verbalmente para escrever sobre a nossa condição de gênero. E precisamos que elas dirijam seus textos em duas direções. Primeiro, precisamos de algumas dispostas a escrever sobre a nossa própria condição, de tal maneira que todas dentro da nossa comunidade possam entender-se melhor. Sei que, a despeito de sermos todas travestis, cada uma de nós é única em seus motivos, objetivos, medos, fraquezas, alegrias e predileções. Assim, essa tarefa necessitará de muitas e diferentes vozes – que a nossa irmandade, através da divisão de tarefas e compartilhamento de resultados através de fóruns, sites, blogs, colunas ou simples trocas de e-mails pode fazer com que cada uma de nós tenha a sensação de estar mais próxima e mais integrada ao grupo como grupo, a despeito das nossas peculiaridades individuais. Na outra direção, precisamos de irmãs para escrever textos que permitam ao mundo exterior conhecer e apreciar melhor o nosso modo de ser, o nosso perfil, as nossas sensações, as nossas ações e os nossos atributos. As formas de comunicação convencionais deverão ser muito úteis aqui. Por que não termos uma espécie de “press release” permanente sobre crossdressing? Assim como as próximas gerações deverão ter o meio eletrônico como sua principal, senão única, fonte de informação, podemos disseminar muito sobre o que nós somos pela internet. Vamos abrir o nosso mundo ao universo exterior - e aqui está a chave – e dar-lhes as nossas boas-vindas. Vamos escrever blogs especialmente destinados para eles, não somente para nós!
(3) Precisamos de Aconselhadores.Temos que suprir ajuda às novas meninas que chegam à nossa comunidade com sua enorme carga de culpas, medos e dúvidas. Esta é uma tarefa que cada uma de nós tem a responsabilidade última de levar adiante. Se você está lendo esse texto, então é porque você já descobriu que existe uma comunidade on line. Você pode imaginar que existem outras meninas por aí, que ainda não sabem o que fazer. Você provavelmente vagou sem direção por muito tempo, dando voltas e mais voltas até encontrar alguém que a ajudasse – e talvez você tenha encontrado ajuda rapidamente ou talvez não. Cada dia novas irmãs nos encontram – e temos de parar de olhar apenas para os nossos próprios umbigos e ajudá-las. Dar-lhes as boas-vindas, colocá-las a vontade, consolar, lisonjear. Nós, que já estamos aqui, temos um “saber coletivo”, e devemos passa-lo adiante! Seja on line, seja através de grupos de apoio e suporte, ou em um modelo institucional tipo “grande irmã”, temos que encontrar modos de fazer com que aquelas que se juntam a nós se sintam aceitas, compreendidas e apoiadas. Cada irmã que abraçamos nos fortalece um pouco mais como grupo. Quanto mais atuarmos como uma comunidade humanitária, de ajuda mútua, mais nossos atos modificarão as nossas vidas e as vidas de outras pessoas. Quando todas nós pudermos abraçar e carregar as nossas expressões de gênero, sem nenhum peso interior e sem nenhuma vergonha de sermos o que somos, então estaremos melhor preparadas para ampliar a aceitação do resto do mundo ao nosso respeito.
(4) Precisamos de Ajudadores, Esta comunidade precisa de pessoas que nos dêem apoio e suporte. Precisamos imensamente dos nossos cônjuges, namoradas, amigas e amigos, pais, irmãos, filhos, psicoterapeutas, vizinhos, professores, médicos, etc. Enfim “ajudadores” que estejam dispostos a nos proporcionar um ouvido para nos escutar, um ombro amigo pra gente chorar, um plano de ação para nos sugerir, uma jeito diferente de ver as coisas, uma companhia para se arriscar junto conosco em espaços públicos e até um tapa na testa para voltarmos à realidade quando tirarmos o pé do chão em demasia. Precisamos muito de pessoas assim para apoiar-nos dentro da nossa comunidade, mas precisamos deles sobretudo para nos apoiar fora dela, dentro do mundo. Esses ajudadores podem e devem ser convidados para compartilhar conosco suas visões e talentos e ajudar nossa comunidade a adquirir mais exposição, entendimento e respeito público. Imagine, por exemplo, o dia em que uma de nossas embaixadoras puder aparecer nos meios de comunicação como uma bela CD que se senta ao lado da sua bela esposa GG. Os entrevistadores perguntarão à esposa como ela lida com tudo isso e ela dirá, "eu me sinto perfeitamente bem. Amo meu marido e me sinto plenamente amada. Sou respeitada e honrada pelo meu marido. Ele me trata de forma bondosa e suave... É alguém com quem eu posso fazer compras... Sou muito feliz por ter uma pessoa assim perto de mim...” Esse será um dia glorioso, um dia para todas nós celebrarmos!
Abro esse manifesto a todas vocês. Participem com idéias. Encontrem o seu próprio papel nessa história e sigam adiante, fazendo o que cada uma quiser, puder e achar que é seu dever fazer.
Nós podemos modificar o mundo. Mas que fique claro que isso depende necessariamente da existência de um “nós” cada vez mais vivo e atuante.



quarta-feira, 11 de março de 2009

Quem É Essa Figura Insólita Chamada Crossdresser?





Que é essa figura insólita, sombria e miasmática, chamada crossdresser? Quem é esse personagem tragicômico, que dia após dia se arrasta nas sombras do seu palco-armário, evitando de todas as formas submeter-se ao olhar público, ao mesmo tempo em que busca por ele avidamente, como um mendigo faminto de exposição, reconhecimento e legitimação?
Acima de tudo: - como legitimar alguém que se recusa a existir?
Comecemos pelo próprio vocábulo "crossdresser", que literalmente se traduz como "aquele ou aquela que se traveste", ou seja, que se veste com roupas culturalmente definidas como de uso do gênero oposto ao seu". Ora, "crossdresser" nada mais é do que um mero eufemismo de "travesti", termo carregado de pesadíssimo estigma cultural, que designa um personagem fortemente repelido pela atrasadíssima sociedade patriarcal brasileira.
No discurso oficial das "famílias", tal repulsa se dá em virtude dos vínculos do travesti com prostituição, contravenção e comportamento espalhafatoso e histérico em público. Mas a verdadeira natureza desta repulsa tem outras origens. De um lado, é um dos frutos malditos da formação machista da nossa sociedade, onde o "ser macho" é o valor mais alto de todos, devendo ser preservado a qualquer custo. Do outro lado, o preconceito contra o travesti tem sua matriz no pior de todos os estigmas sociais que existe: - a pobreza. Travesti é tradicionalmente pessoa pobre, oriunda de camadas na base da pirâmide social, que raramente tem acesso à educação formal de melhor nível e que, pelo terrível preconceito contra a sua condição de transgênero, tem enormes dificuldades de encontrar colocação no mercado de trabalho, o que o leva quase sempre a ter que optar e permanecer na prostituição como forma de ganhar o próprio sustento.
Embora estude o tema há bastante tempo, ainda não consegui alinhavar de modo minimamente consistente quais seriam as grandes (ou mesmo pequenas) demandas e aspirações de um suposto segmento "crossdresser" no Brasil. Todas as vezes que tenho tentado fazer isso acabo sendo fortemente repelida em minhas pretensões de traçar um perfil minimamente consistente do que seria um crossdresser brasileiro. O argumento mais comum contrário à identificação de traços comuns no "crossdresser" brasileiro é que "cada uma é uma", "cada uma tem suas próprias peculiaridades", "cada caso é um caso" e o terrível, espúrio e esdrúxulo argumento de que "é impossível classificar ou generalizar o que quer que seja".
Tenho ouvido muitas e muitas vezes que o único traço comum que possuímos, como pessoas transgêneras, é o desejo de nos vestir e nos comportar como mulheres genéticas. Entretanto, qualquer pessoa com um mínimo de sensatez irá reconhecer que esse traço em nada nos diferencia das travestis, das transexuais, das drag queens ou mesmo das transformistas performáticas. Em outras palavras, se esse for o "único" traço comum identificador do crossdresser como "categoria distinta dentro do universo GLSTB como, repito, afirma a expressiva maioria dos CDs, torna-se altamente arrogante qualquer tentativa nossa de nos firmar como categoria autônoma e independente dentro da classe transgênera.
Por outro lado, qualquer olho e ouvido "mais atento" reconhecerá claramente que as verdadeiras diferenças que distinguem um "crossdresser" de um "travesti" são essencialmente de natureza econômica, social e cultural. Nesse sentido, ao nos afirmar como categoria autônoma, estaremos apenas confirmando a continuidade do sistema de "classes sócio-econômicas" dentro do universo da transgeneridade.
Existirá um outro sentido, uma outra "leitura" do que é um "crossdresser" fora essa que acabo de expor? Pela sua condição econômica, travesti não pode se dar ao luxo de permanecer no armário: - tem que fazer pista. Tem que se montar e se expor à violência e ao ridículo público, diariamente. Não pode se dar ao luxo de se vestir apenas "de vez em quando", refugiando-se na sombra do armário, cultivando a transgeneridade como "fetiche secreto", por sinal bastante oneroso, ao alcance de muito poucos, sempre temendo ser "descoberto", pela mulher, pelos amigos, pelos clientes.
No meio de travestis, não existe "figuras públicas" importantes que "têm de manter em total sigilo a sua imagem pública de machos ilibados". Travesti é invariavelmente pobre; não tem nenhuma "importância" ou expressão pública, nem econômica, nem política, nem cultural. É escória social em todos os sentidos.
Crossdresser não é travesti. Não pode ser nem se identificar com "essa gente"."Crossdresser" é um termo perfeito para abrigar pessoas de "outros níveis" e que, entretanto, sofrem da mesma "agonia íntima" com relação à sua própria identidade de gênero, a mesma inquietude que ataca qualquer travesti.
Haverá uma outra leitura possível do que seja "crossdresser" no Brasil?
Aqui a questão fica ainda mais complexa, pois dificilmente saberemos. A grande maioria das chamadas crossdressers não se manifesta nunca. E sua não-manifestação torna impossível a tarefa de identificar aspirações, necessidades, desejos e/ou ideais comuns a essa "suposta" categoria.
Diante de tamanha alienação, começo a acreditar que o maior traço comum da "classe crossdresser" é se auto-preservar em todos os sentidos. Ou seja, o que a grande maioria quer é permanecer no armário, protegida, resguardada em suas "imagens públicas" sem jamais correr o risco de ser identificada como travesti (mesmo porque - como nós - o grande público também não faz a mínima idéia do que seja crossdresser. Para o povão, criado no machismo, tudo não passa de bicha...).
Numa sociedade como a nossa, ser reconhecido como TRAVESTI pode significar a ruína pessoal. Nem é bom pensar! Crossdresser é travesti, cujo nível social, econômico e político NÃO RECOMENDA DEFINITIVAMENTE A SUA EXPOSIÇÃO PÚBLICA. É por isso que uma cd chega na porta da casa de outra cd e não sobe a escada. E é também por isso que outra cd pede o seu desligamento sumário de um clube virtual quando se vê convidada a participar mais, a deixar as sombras do anonimato e conviver mais de perto com suas irmãs.
Estima-se que perto de um por cento da população de machos, na faixa dos 18 aos 75 anos, pratique alguma forma de travestismo. Numa cidade do tamanho de Porto Alegre, isso corresponde a cerca de 4.000 pessoas, em cifras aproximadas. De acordo com as últimas estatísticas, cerca de 1/3 dessas pessoas têm acesso à Internet, ou seja, 1.400 pessoas. O número de associadas do maior clube brasileiro de crossdressers não chega a 20 pessoas.
O que é crossdressing? Quem somos nós? Representamos quem? Quais são as nossas aspirações? Gostaríamos de defender exatamente o que? Na ausência de um "breviário de intenções" que represente o crossdresser como "categoria", não vejo como ser levado adiante algo que possa ser chamado de "causa crossdresser".
Assim, continua sendo muito precário falar de um "segmento crossdresser brasileiro". Que forma de exposição ou ação pública pode ser esperada de um segmento social cujas componentes têm medo de arranharem sua imagem pública com o simples ato de subir uma escada, em sapo, para se encontrar com outras cds? Mais ainda, o que se pode esperar de um segmento, em termos de representatividade e legitimação pública, quando seus membros têm horror de qualquer tipo de exposição pública?
Os grandes responsáveis pela falta de identidade e de afirmação dos CDs são os próprios CDs que, pelos mais variados motivos do mundo, não se assumem como CDs.
Até quando nós crossdressers continuaremos "a reboque" das demandas e conquistas, justas e necessárias, dos demais subgrupos transgêneros? Até quando teremos de carregar uma "estrela tatuada no braço", dentro do nosso próprio "campo de concentração"?

terça-feira, 10 de março de 2009

Espanha autoriza ingresso de transexuais no exército do país

10.03.09
Em boletim oficial, a Espanha anunciou que passou a permitir o ingresso de transexuais masculinas (female to male) no Exército do país. Para isso, foi eliminado o ponto do quadro médico que impedia candidatos com falta total de pênis ou ausência de ambos os testículos de ingressar nas Forças Armadas.Foi acrescentado ainda um artigo que diz que pessoas que sofreram mudanças em órgãos sexuais, sejam congênitas ou adquiridas, não podem ser barradas ao menos que a modificação altere “o exercício da profissão militar”. O Ministério da Defesa acrescentou que os transexuais não podem ser discriminados "em nenhum caso”. A medida foi tomada após o caso de Airtor, que nasceu mulher, mas mudou de gênero e tem sua condição de homem reconhecida legalmente. Apesar disso, ele foi impedido de ingressar no Exército por não ter pênis. O caso ganhou repercussão em toda a Espanha

Renata Andrade
















segunda-feira, 9 de março de 2009

Transgêneros x Transexuais: pra que lutar pela torta?


Da mesma forma que a comunidade transgênera luta diariamente para ganhar espaço, reconhecimento e inclusão dentro da sociedade, também as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais pré-op e não-op, além de indivíduos classificados dentro de inúmeras outras variações de gênero, se esforçam para superar a opressiva hierarquia existente dentro da comunidade transgênera. Tal hierarquia é baseada no processo de transição MtF ou FtM, e assume que todo transgênero e demais variantes de gênero desejam como fim último passar pela cirurgia de redesignação sexual. De fato, a suposição é de que a maioria, senão todos os transgêneros, rompem as regras de conduta do seu gênero com o objetivo último de se transformarem no sexo oposto. Ainda que essa suposição possa ser aplicada fielmente às transexuais e alguns outros segmentos transgêneros, de maneira nenhuma se aplica à comunidade transgênera como um todo.
Pré-op, não-op, TSs, TVs eventualmente chegam ao ponto de hormonização e CRS, mas para a maior parte dos transgêneros, essa transição é um processo difícil – seja do ponto de vista mental, legal e/ou financeiro. Transicionar quase sempre leva anos ou décadas, sem falar que muitos de nós desejam manter a fluidez na troca de gêneros. Assim, ao mesmo tempo que uma política que assegure os direitos de transsexuais é imperativa para a toda a comunidade transgênera, em nome dessa busca a comunidade pode estar negligenciando e alienando uma porcentagem substancial dos seus membros cuja história de vida não se identifica diretamente com política, legislação ou ativismo político em torno de transexuais.
Antes que eu prossiga, quero reforçar minha crença que, assim como o negro não pode nem deve ser considerado como subdivisão da raça humana, pre-op e não-op, TS, TVs e CDs não devem ser considerados de maneira nenhuma como simples subdivisões da comunidade transgênera. Todos nós existimos conjuntamente neste mundo trans; e são exatamente as nossas diferenças que tornam as nossas realidades mais interessantes e excitantes. Devemos reconhecer e refletir sobre isso.
Desde a obra clássica “Problemas de Gênero”, de Judith Butler (1990), os acadêmicos da teoria de gênero e política queer/LGBT foram influenciados pela idéia de que gênero é uma intricada combinação de papéis que podem ser desempenhados por qualquer pessoa de qualquer sexo, embora adquiram significações sociais/culturais muito diferentes umas das outras quando desempenhados por pessoas de sexos diferentes. Em outras palavras, o conceito do gênero como "coleção de papéis" assim como de “construto social” foi largamente difundida e aceita na década passada. Esta ideologia produziu um fortalecimento do desejo de minar o sistema binário de gênero que aleatoriamente prescreve comportamento específico de gênero, aparência, modelo de discurso e futuras oportunidades, baseado exclusivamente no sexo genital que um indivíduo apresenta ao nascer.
O principal argumento que tem sido amplamente utilizado em apoio à erradicação da bi-polarização de gênero é que, uma vez que a transgeneridade for inserida na equação do sistema heterossexual de gênero, a equação simplesmente deixará de funcionar.
Todos os transgêneros, a despeito das suas diferentes metas individuais, de uma forma ou de outra transgridem as rígidas normas de gênero socialmente definidas, pelo simples fato de não se conformarem com elas. Ainda que inúmeros transgêneros e transexuais estejam tendo sucesso e vivam felizes dentro do atual sistema binário de gêneros, todos estão sujeitos a sérios aborrecimentos e contratempos, como medo de crimes provocados por ódio transfóbico, prisão e constrangimento por parte da autoridade policial e discriminação em questões de profissão, trabalho, residência, relações matrimoniais e custódia infantil. Se o movimento para minar o sistema binário de gênero florescesse, haveria esperança para todos dessas dificuldades começarem a desaparecer. Em questões de gênero, transexuais, tvs e cds significam apenas diferentes manifestações de uma perspectiva semelhante.
Por muitos anos, ativistas transgêneros proeminentes, como Leslie Feinberg e Kate Bornstein, têm lutado pela libertação de todos os valores/conceitos/papéis sociais que limitam e embotam a expressão integral dos seres humanos. Sendo essa a meta, ou seja, eliminar o atual sistema de gênero, ela não invalida os esforços adicionais de ativistas trans que lutam pela segurança, proteção, e direitos de transexuais. Além do mais, fora do debate teórico de gênero, ativistas trans de todos os tipos e naipes aspiram a melhoria do status socioeconômico e das condições de vida para todas as pessoas humanas, indiferentemente de sexo, gênero, orientação sexual, raça ou credo político/religioso.
É dentro desse espírito de eliminar o sistema binário de gênero que o movimento transgênero como um todo se correlaciona com um ativismo sociopolítico mais amplo, que busca eliminar o racismo, o sexismo, as classes, o heterossexismo, a marginalização e discriminação dos mais velhos, e aí por diante.
Como ativistas trans, temos um modelo de ativismo herdado dos anos 90, mas é preciso constatar que esse modelo se moveu para além da questão de identidade trans indo para a cena maior da própria política.
Como segmento social devemos, a partir de agora, ser capazes de ampliar a nossa base cultural e social a fim de alcançar um poder sociopolítico mais amplo, e isso só é possível através de uma plataforma múltipla, orientada por questões muito mais diversificadas do que a luta por uma política específica de gênero.
Nada traduz mais a força de uma comunidade trans do que a sua audácia em falar alto e nada é mais sensato do que o envolvimento de uma minoria social nos assuntos nacionais do seu país. De fato, é imperativo para a prosperidade do movimento trans acreditar primeiro em si mesmo como um grupo social poderoso, e então engajar-se pra valer na vida política.
(*) Loocefer era estudante em UCSC à época que escreveu o artigo.faeryfagdyke@yahoo.com

domingo, 8 de março de 2009

"A CENOURA PERFEITA"




**PÁSCOA CHEGANDO E EUZINHA BUSCANDO A CENOURA PERFEITA**


AJUDE RENATA ANDRADE ESCOLHER A MAIS BELA CENOURA!










sábado, 7 de março de 2009

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.


A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


quarta-feira, 4 de março de 2009

Afinal.... o que são e quem são as pessoas TRANS?? Fique sabendo tudo aqui...

DÚVIDA:
A discussão põe em pauta algumas dificuldades na classificação que inclusive ecoam em casos como o meu, que sou jornalista. Nunca adotei, por exemplo, o "TTT", pq acho muito complicado ficar estendendo a sigla, e até LGBT já me parece muito. Mas, enfim, o "TTT", pelo que sei é travestis, transexuais e transgêneros. Mas o que são cada uma dessas categorias? Penso que está sendo necessário dar um pouco mais de consistência conceitual a cada um dos termos nesse momento.
Há alguns anos, lembro vividamente que o "T" = transgêneros, que era uma palavra que englobava travestis e transexuais em conjunto e que o que diferenciava os dois grupos era, geralmente, o desejo de fazer a cirurgia e "migrar" integralmente para o outro sexo.
Depois, a palavra "transgêneros" passou a ser desacreditada, pois muitas trans e travestis não gostavam dela, além de ter um problema de acuidade em seu uso. Passou a ser "TT" = travestis e transexuais, mantendo o diferencial do desejo de cirurgia.
Então, fiquei sabendo que esse diferencial não era tão diferencial assim. Que existem trans, notadamente trans FTM (female to male), que muitas vezes estavam de fora da discussão até então, que não desejam a cirurgia de redesignação sexual, seja por motivos estéticos ou funcionais. Então, a coisa passou integralmente a ser a questão de identidade de gênero, ou seja, a travesti não quer operar, e a trans também não precisa querer operar. O que determina é se uma se sente mulher e a outra, não. Percebam que isso já deixou a coisa mais complicada para se definir.
Posteriormente, se descobriu, com razão, que não existe essa diferenciação travesti-transexual tão forte no exterior. Lá, costuma-se usar "pessoa trans", ou "trans", para se referir a qualquer pessoa que migre entre os gêneros. Percebi que era verdade, pois mesmo dentro do segmento em que trabalho, a pornografia, tudo pertence ao gênero "trans" ou "transexual". Mas aí fiquei na dúvida: não devo mais usar "travesti"? Agora, uso "pessoa trans"? E as trans de antes, continuam tendo o mesmo conceitual que agora?
Então, como se não bastasse confusão suficiente, o desacreditado "transgêneros" voltou à baila! Fui informado que ele agora engloba quem não é travesti, nem transexual, ou pessoa trans (whatever). Agora, ele engloba drags, crossdressers, etc., o que já me causou estranheza, pois até o momento não consegui notar a relação entre parte desses grupos e o conceito de identidade de gênero, que então tinha sido minha salvação. E descobri, de repente, que, talvez por já ter usado roupas do sexo oposto e me permitir ser tratado dessa forma (sim, experiência pessoal), de repente, posso ser um transgênero? Mas sempre me vi como homem gay. Deu "tilt".
E tudo isso esbarra numa questão de falta de literatura própria balizada e algumas dúvidas pertinentes que permanecem sem resposta convincente. Afinal, uma trans MTF que faz a cirurgia de redesignação e muda os documentos (caso da Roberta Close), deixa de ser trans e passa a ser mulher efetiva? O conceito de trans é necessariamente atrelado ao "in process", ou permanece como classificação tendo em vista o histórico da pessoa?
Já perceberam quanta confusão? E isso não está partindo de um jornalista da grande mídia que só entra em contato com a questão LGBT, ou LGBTTT esporadicamente. Acompanho o movimento, as discussões, cubro os eventos. Imagine, então, tentar explicar o "encaixe" a quem é de fora. Então, fica aqui a pergunta:
- O que é exatamente travesti?
- O que é exatamente transexual?
- O que é exatamente pessoa trans?
- O que é exatamente transgênero?
Acredito que essas questões têm de ser trabalhadas no início, pois atualmente, nem dá pra saber direito qual termo usar!

DRA. LETICIA LANZ RESPONDE:
Caro Jornalista amigo,
Você sabe que suas perguntas não são nada simples de responder. Sempre haverá alguém insatisfeito com as respostas que eu trouxer, nessa “sopa de letrinhas” em que se transformou o universo humano da orientação sexual e da identidade de gênero.
Para enfrentar o desafio que você propôe, vou antes lhe pedir licença para repassarmos juntos alguns conceitos que considero fundamentais na elaboração das nossas respostas. Embora nitidamente distintos um do outro, esses conceitos não só costumam ser confundidos na prática como são muitas vezes reduzidos e tratados como se fossem uma só e única coisa. São eles: - sexo, gênero, identidade de gênero e orientação sexual.
Comecemos pelo mais concreto de todos, que é o conceito de “sexo”, diretamente relacionado às características genitais primárias e secundárias de cada indivíduo. É simples: em função de ter um pênis ou uma vagina, os indivíduos da nossa espécie são classificados em “machos” ou “fêmeas” ao nascer. Quando alguém nasce com as duas coisas – pênis e vagina – ele é chamado de intersexuado (antigo hermafrodita), sendo que médicos, parteiras, pais e sociedade farão todos os esforços do mundo para “eliminar” essa “ambigüidade” que, apesar de produzida pela própria natureza, não pode ser suportada pelos rígidos parâmetros de gênero que discutiremos a seguir.
Como o sexo é uma condição herdada geneticamente, ela é absolutamente natural em toda pessoa humana, ao contrário do conceito de gênero, que não passa de uma “criação” da mente humana. Portanto, “gênero” é um conceito muito mais complexo do que sexo.
Chamamos de “gênero” o sistema binário de classificação que, partindo exclusivamente do sexo biológico que alguém apresenta ao nascer – macho ou fêmea - divide os seres humanos em dois grandes grupos - homens e mulheres, ou masculino e feminino. O gênero pode ser visto como uma espécie de “sexo social”, ou seja, uma apropriação arbitrária do sexo biológico dos indivíduos para o atendimento de interesses da sociedade.
A inclusão do indivíduo em um dos gêneros - feita ao nascer e exclusivamente em função do órgão sexual que traz entre as pernas - implica na adoção de comportamentos e papéis sociais fixos, ou seja, modelos de desempenho socialmente esperados, que ele deverá assumir e atender compulsoriamente ao longo de toda a sua vida.
Ao contrário do sexo, gênero NÃO É um dado da natureza, mas um MODELO DE CONDUTA SOCIAL que nos é imposto ao nascer, em função da genitália exposta que trazemos entre as pernas na hora do parto, já que essa é a única característica anatômica capaz de distinguir bebês machos de bebês fêmeas naquele momento.
Felizmente, por tratar-se de uma CONSTRUÇÃO SOCIAL, o “gênero” está longe de ser uma variável IMUTÁVEL, como ainda é considerado pelo pensamento conservador, podendo ser, portanto, modificado a qualquer tempo, bastando para isso que haja vontade política da sociedade, ou seja, das pessoas.
“Identidade de gênero” é, ao mesmo tempo o mais subjetivo e o mais forte, do ponto de vista individual, dos quatro conceitos que estamos repassando. Sua força na vida de uma pessoa é tão grande que pode-se dizer sem sombra de dúvida ser ele o verdadeiro motor do desejo de cada pessoa.
Podemos definir “identidade de gênero” como sendo a maneira pessoal e peculiar de cada ser humano se ver e se reconhecer como “pessoa no mundo”. Evidentemente o grande parâmetro inicial que cada um de nós tem para “aferir” a própria identidade de gênero é o gênero com que fomos agraciados ao nascer: - “homem” ou “mulher”. Contudo, para muitas pessoas, essa identificação nem é imediata, nem é natural e muito menos tranqüila, como a sociedade gostaria que fosse. Mesmo tendo nascido macho, um indivíduo pode, por uma vastíssima confluência de fatores, “sentir-se” fêmea, ou o contrário, tendo nascido fêmea, reconhecer-se como macho. Como também pode sentir-se perfeitamente confortável com sua genitália de macho mas identificar-se com papéis de gênero e vestuário tipicamente femininos. A identidade de gênero é assim uma espécie de “auto-etiqueta” que cada indivíduo cola em sua própria testa, ao lado (ou em cima!) da etiqueta de “gênero” que lhe foi colada pela sociedade quando ele nasceu.
Uma pessoa é chamada de “cis-gênera” (cis=mesmo) quando as etiquetas – do indíviduo e da sociedade – dizem a mesma coisa, ou seja, há não nenhum conflito entre a “identidade de gênero” percebida pela pessoa e o gênero que lhe foi consignado ao nascer. Ao contrário, quando a etiqueta “auto-colada” pelo indivíduo apresenta alguma (ou muita) divergência com o gênero que lhe foi consignado ao nascer, dizemos então que se trata de uma pessoa “trans-gênera”.
Se o sexo biológico está entre as pernas, gênero (e identidade de gênero, mais ainda!) está “entre as orelhas” ou seja, na cabeça de cada pessoa.
Por último, o conceito de “orientação sexual” que diz respeito, basicamente, ao sexo biológico da(s) pessoa(s) pela(s) qual(is) um indivíduo se sente atraído sexualmente.
Para a sociedade em que vivemos, existem oficialmente apenas dois tipos de orientação sexual: - o individuo é “heterossexual” quando se sente atraído por pessoas do sexo oposto ou é homossexual quando, é atraído por pessoas do seu próprio sexo. Mas, para o pensamento conservador (que, afinal de contas, é quem ainda “dá as cartas”...), só a heterossexualidade é validada como sendo a orientação sexual saudável, “normal” e “de acordo” com a natureza. Evidentemente, essa suposta vinculação da “heterossexualidade” com “natureza” e “normalidade” baseia-se invariavelmente em critérios de “moralidade”, baseados em crenças, tradições, interditos e proibições de ordem cultural ou religiosa, sem nenhuma base científica.
Alfred Kinsey, no final dos anos quarenta e durante a década de cinqüenta demonstrou, através de extensas pesquisas de campo, que a orientação sexual humana é altamente diversificada, podendo, inclusive, variar enormemente ao longo da vida de uma mesma pessoa. Assim como Freud, antes dele, já havia postulado que toda criança nasce basicamente bissexual (na verdade, mais do que isso, ele disse que a criança possui uma sexualidade polimorfa), “decidindo” paulatinamente a sua “orientação sexual predominante” em função de uma série de fatores biológicos conjugados a fatores ambientais (como educação e relação com os pais, por exemplo).
Munidos desses quatro conceitos, estaremos bem mais amparados e confortáveis para construir respostas para suas perguntas que, adianto, não são nada fáceis de responder e as respostas estão longe de serem verdades definitivas. Mas o que vale é o desafio.
1 - O que é exatamente travesti?
A travesti é a pessoa transgênera por excelência: - sua “identidade de gênero” está em conflito com o gênero que lhe foi consignado ao nascer. A travesti é tradicionalmente um indivíduo do sexo macho, sexo com o qual se sente confortável e não pretende mudar, na maior parte das vezes (o termo travesti raramente é utilizado para referir-se a fêmeas com discordância de identidade de gênero).
Em graus diversos, e variando muito de pessoa para pessoa, a travesti pode buscar desenvolver características genitais secundárias, como seios, nádegas proeminentes, quadris largos, ausência de pelos, etc, assim como, em uns poucos casos, buscar cirurgia de redesignação genital.
Do ponto de vista de orientação sexual, a travesti em geral é bissexual. Mas, se considerarmos o grupo como um todo (travestis + crossdressers) os casos de hetero e de homossexualidade (menos) se tornam muito representativos.
A travesti tanto pode viver como mulher 24/7/30/365 como apenas expressar-se dessa maneira parte do seu tempo, situação em que vive, então, duas vidas paralelas: - uma como homem e outra como mulher.
Muitas das pessoas em regime de “atividade esporádica” não se reconhecem como nem gostam de ser chamadas de travestis, preferindo o termo “crossdresser”, sobre o qual não paira o estigma que costuma rondar a simples menção do nome “travesti”.
2 - O que é exatamente transexual?
A transexual é uma pessoa do sexo macho ou do sexo fêmea em conflito com o seu sexo biológico e, por consequência, em conflito com o gênero que lhe foi consignado ao nascer, de homem ou de mulher.
Contudo, diferentemente da travesti, para quem a identidade e a expressão de “gênero” constituem o núcleo principal do conflito, na transexual o conflito se situa no próprio sexo biológico da pessoa, com foco principal na sua genitália, da qual a maior parte das transexuais deseja intensamente se livrar (embora muitas transexuais ainda se considerem transexuais mesmo não chegando ao ponto de realizar a cirurgia de redesignação sexual).
Ou seja, a demanda da transexual vai muito além de questões meramente relacionadas a gênero, como é o caso das travestis e crossdressers.
Por isso mesmo, boa parte da comunidade transexual rejeita o rótulo de transgênera, por julgar que o seu conflito é muito diferente do das outras classes incluídas nesse grupo, onde o conflito principal está tipicamente relacionado a identidade e expressão de gênero.
Realmente, no caso das transexuais, o conflito de identidade de gênero pode ser visto apenas como adjacente a um conflito muito mais original e profundo que é o próprio sentimento de se estar presa num corpo diferente daquele que a pessoa acredita que deveria ter. A transexual MtF (male to female ou macho para fêmea) se considera uma “mulher presa em corpo de homem” assim como a FtM (female to male ou fêmea para macho) que se considera um homem preso em um corpo de mulher. Muitas transexuais MtF afirmam, categoricamente, que não travestem, como fazem as travestis e crossdressers, mas vestem roupas de mulher porque é isso que faz sentido para elas, posto que são mulheres. Num outro extremo, contudo, há registros de transexuais MtF que chegam a fazer a cirurgia para readequação sexual e continuam levando a vida confortavelmente dentro do gênero que lhes foi consignado ao nascer.
Quanto à orientação sexual de transexuais, a despeito da grande incidência de homossexualidade (a rigor, heterossexualidade, considerando a natureza da queixa da transexual que é a de estar presa em um corpo diferente do sexo a que ela/ele sente pertencer) há também uma incidência considerável de heterossexualidade (homossexualidade, pela mesma razão anterior) e de assexualidade, ou seja, completo desinteresse por quaisquer tipo de relações sexuais.
Também deve ser relatado a ocorrência de um padrão de auto-erotismo conhecido como auto-ginecofilia, por sinal um tema altamente polêmico dentro da comunidade transexual na atualidade.
3 - O que é exatamente transgênero?
Como já comecei a descrever anteriormente, o transgênero é uma pessoa cuja identidade ou expressão de gênero é diferente das expectativas da sociedade em relação ao que ela chama convencionalmente de masculinidade e de feminilidade. Por exemplo, uma pessoa transgênera pode sentir um desejo incontornável de se vestir e ou de se comportar de uma forma que não é socialmente esperada (ou muito menos “aprovada”) para o gênero em que ela foi classificada ao nascer.
Desde o seu surgimento, na década de noventa, o termo transgênero tem sido basicamente empregado como uma espécie de “guarda-chuva”, abrigando pessoas, estilos e tendências que por algum motivo, dos mais simples e passageiros ou mais complexos e duradouros, simplesmente não se encaixam nas descrições das categorias tradicionais de gênero. Dentre as classes abrigadas pelo “guarda chuva da transgeneridade” se destacam as travestis, crossdressers, transexuais, indivíduos intersexuados (antigamente chamados de hermafroditas), drag-queens e transformistas, além de muitos outros segmentos, com suas próprias dificuldades de enquadramento nos rótulos oficiais de gênero.
Podemos dizer que existem vários “graus” de transgeneridade, onde o mais superficial seria, por exemplo, o uso totalmente ocasional de uma roupa socialmente consignada para o gênero oposto ao da pessoa e o mais profundo envolveria a transformação radical do próprio corpo em nome de se tornar uma pessoa de outro sexo. Por outro lado, a transgeneridade pode ocorrer apenas umas poucas vezes ao longo de uma vida inteira, como pode vir em “ondas” de freqüência variável (urges), como pode ser ainda uma necessidade permanente, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A pessoa transgênera pode ser tanto do sexo macho quanto do sexo fêmea. Quanto à orientação sexual, estima-se que o comportamento sexual dentro da classe transgênera como um todo repita basicamente as mesmas proporções encontradas na classe cisgênera (não-transgênera).
Finalmente, é importante lembrar que, por se tratar de um conceito muito novo e de uso muito recente ainda pairam muitas dúvidas e controvérsias sobre a conveniência da sua utilização. Como já dissemos antes, boa parte das transexuais, por exemplo, não concordam em ser vistas como parte de um grupo que reúne, ao mesmo tempo, travestis, crossdressers, drag-queens, intersexuados e transformistas.
4 - O que é exatamente pessoa trans?
Ainda bem que essa é a sua última pergunta! Porque você há de concordar comigo que a nossa jornada até aqui não foi nada fácil, hein?
Como eu espero que esteja claro para nós todos que dizer uma pessoa “trans” é o mesmo que dizer uma pessoa “transgênera”, no sentido mais amplo que esse termo vem sendo utilizado, peço licença para utilizar a sua última pergunta como motivo para fazer uma reflexão.
Para mim, pessoa “trans” é aquela está em permanente “trans-formação”, disposta a “trans-por” todos os obstáculos e resistências, internos e externos, no caminho da mudança. É aquela pessoa que “trans-gride” regras e padrões de conduta que se tornaram obsoletos e opressivos “trans-mitindo” à sociedade, de forma absolutamente “trans-parente” novas ou ainda inexploradas possibilidades de realização do ser humano. Pessoa “trans” é aquela que “trans-cende” a si mesma, tentando expressar ao mundo a pessoa que ela realmente é, em vez da pessoa que o mundo acha que ela deveria ser.