
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Campanha do Ministério da Saúde faz postais que avisam parceiro

Uma pesquisa divulgada pelo Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde (MS) revela que aproximadamente 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis. Deles, 6,6 milhões seriam homens e 3,7 milhões, mulheres.
Elas (99%) procuram médicos mais que eles (75%), mesmo assim, apesar de todos os esforços em esclarecer a população nos últimos anos, a pesquisa também revela que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não trataram a doença.
Uma constatação da pesquisa é o fato de que os pacientes com indícios de DST nem sempre recebem as orientações adequadas. Apenas 30% dos homens e 31,7% das mulheres tiveram a recomendação de fazer o teste de HIV. A solicitação de exame de sífilis é ainda menor: 24,3% e 22,5%, respectivamente.
Cerca de 40% também não são informados sobre a necessidade de usar preservativo e comunicar aos parceiros. “Nesse sentido, a pesquisa nos mostra que os profissionais de saúde devem estar mais atentos na hora de dar orientações durante a consulta”, acredita a diretora do Departamento, Mariângela Simão.
Os homens, heterossexuais ou homossexuais, ainda procuram menos os serviços de saúde e recorrem a farmácias para o tratamento. Esses dados levaram o MS a elaborar a campanha “Muito Prazer, Sexo sem DST”, voltada à população em geral, mas principalmente aos homens, que têm 31,2% mais chance de ter algum sinal ou sintoma de DST do que mulheres, de acordo com o MS.
Por isso, milhares de bottoms, flyers, cartazes e preservativos serão distribuídos em todo o Brasil. O MS ainda elaborou um chapéu para a Festa do Peão em Barretos (SP), e um jingle com duplas sertanejas que será veiculado, também em todo o País. Com isso, claro, perde-se o foco na parcela masculina homossexual. Bem que podia ter a lady Gaga, neam? Mesmo assim, a campanha é válida, claro.
Outro pronto da campanha é a distribuição de 60 mil cartões-postais e virtuais com a finalidade de contar ao parceiro a descoberta da infecção por alguma DST, sem necessidade de se identificar. Resta saber como o Departamento de DST e Aids e o MS vão elaborar esse mecanismo, que pode ser polêmico e constrangedor, se alguém resolver agir de má fé.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Departamento de DST e Aids)
Elas (99%) procuram médicos mais que eles (75%), mesmo assim, apesar de todos os esforços em esclarecer a população nos últimos anos, a pesquisa também revela que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não trataram a doença.
Uma constatação da pesquisa é o fato de que os pacientes com indícios de DST nem sempre recebem as orientações adequadas. Apenas 30% dos homens e 31,7% das mulheres tiveram a recomendação de fazer o teste de HIV. A solicitação de exame de sífilis é ainda menor: 24,3% e 22,5%, respectivamente.
Cerca de 40% também não são informados sobre a necessidade de usar preservativo e comunicar aos parceiros. “Nesse sentido, a pesquisa nos mostra que os profissionais de saúde devem estar mais atentos na hora de dar orientações durante a consulta”, acredita a diretora do Departamento, Mariângela Simão.
Os homens, heterossexuais ou homossexuais, ainda procuram menos os serviços de saúde e recorrem a farmácias para o tratamento. Esses dados levaram o MS a elaborar a campanha “Muito Prazer, Sexo sem DST”, voltada à população em geral, mas principalmente aos homens, que têm 31,2% mais chance de ter algum sinal ou sintoma de DST do que mulheres, de acordo com o MS.
Por isso, milhares de bottoms, flyers, cartazes e preservativos serão distribuídos em todo o Brasil. O MS ainda elaborou um chapéu para a Festa do Peão em Barretos (SP), e um jingle com duplas sertanejas que será veiculado, também em todo o País. Com isso, claro, perde-se o foco na parcela masculina homossexual. Bem que podia ter a lady Gaga, neam? Mesmo assim, a campanha é válida, claro.
Outro pronto da campanha é a distribuição de 60 mil cartões-postais e virtuais com a finalidade de contar ao parceiro a descoberta da infecção por alguma DST, sem necessidade de se identificar. Resta saber como o Departamento de DST e Aids e o MS vão elaborar esse mecanismo, que pode ser polêmico e constrangedor, se alguém resolver agir de má fé.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Departamento de DST e Aids)
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Trans do Ídolos, Lívia Mendonça abrirá show de Fernanda Abreu em outubro
A trans Lívia Mendonça, eliminada do Ídolos na última quarta-feira, 22 de setembro, não foi longe no reality, mas está se lançando como cantora em um festival de música e esportes que contará com nomes como Eduardo Dussek, Fernanda Abreu e Mart'nália.Em sua primeira apresentação pública, Lívia abrirá o show de Fernanda Abreu no dia 2 de outubro, no 2º Jeri Sport Music Festival, que acontece entre os dias 1 e 3 de outubro, em Jericoacoara, a 300 km de Fortaleza.No reality, Lívia chamou a atenção por ter um timbre de voz muito parecido com o de Maria Bethânia. Ela garante, no entanto, que no show vai interpretar músicas de outros cantores, como "Cássia Eller, Cidade Negra, Nando Reis, Jota Quest, Ana Carolina, Zélia Duncan, eu gosto de cantar o que for agradável. Só não me vejo cantando forró e rock pauleira”, disse em entrevista para o G Online.Ela ainda contou que como nunca tinha cantado em público, foi sua empresária que a colocou para se apresentar com grandes nomes. "Ela é muito fã da Bethânia e no festival que ela tá produzindo ela achou que seria interessante eu me apresentar. Mas eu não tinha banda, não tinha repertório, não tinha nada, e é ela que tá me proporcionando tudo isso".
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Travesti do Ídolos é eliminada na terceira fase do programa

A travesti participante do Ídolos, Lívia Mendonça, de 20 anos, foi eliminada na terceira fase do reality show, que foi ao ar na última quarta-feira, 16 de setembro. Na primeira fase do programa, onde os candidatos são selecionados em diversas partes do país, Lívia, de Fortaleza, foi uma das que mais chamou a atenção, tanto pelo talento como por revelar ser uma travesti. Mas o fato da jovem nunca ter cantado em público, o que também revelou na primeira fase do programa, pode ter prejudicado sua performance. Na fase do teatro, em que os candidatos devem mostrar seus conhecimentos diante dos concorrentes, Lívia deveria cantar a música Não quero dinheiro, de Tim Maia, ao lado de outras três candidatas. Mas sem conseguir decorar a letra, foi a única eliminada de seu grupo. A cearense, no entanto, não ficou muito triste com a eliminação e acha que até foi longe demais "para uma pessoa que nunca tinha cantado para ninguém". Prometeu ainda que, "se tiver Ídolos no anos que vem, voltarei a me inscrever".
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Presa quadrilha da "vovó do mal"


Foi-se o tempo em que o crime era algo insuspeito, impensável, para mulheres e ainda mais, para idosas. Admitia-se, quando muito, crimes passionais, pois a racionalidade bruta e fria de quem planeja o atentado à propriedade privada alheia era atribuída a permissividade do masculino, e tida como incompatível com a sensibilidade do feminino. Pois sim, foi-se o tempo...
Anuncia o site G1, que uma quadrilha feminina foi detida, em uma concessionária de carros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, precisamente na faustosa Barra da Tijuca. Especilizada em roubos de Bancos e seqüestros relâmpagos, esta quadrilha era composta por mulheres e um travesti. Entre as mulheres, para espanto geral, uma senhora de 76 anos!
A travesti, “Queiti”, fugiu do sistema prisional carioca em Agosto. Ela evadiu-se da Penitenciária de Bangu -1, lugar este apontado pelo governo fluminense como de “segurança máxima”. Saiu à travesti, do confinamento prisional, disfarçada... Como mulher! Impossível não rir, afinal a piada vem junto, feita à mão!
Não deixa de ser interessante, que nossa sociedade tornou-se difusa a ponto de não permitir mais o julgamento visual, via de regra, baseado em preconceitos herdados das gerações anteriores e fruto de uma era senhorial. Isto significa que houve já uma mobilidade social, notável, mas que só chama atenção, quando há injustiças praticadas, tal como aconteceu com o rapaz negro espancado em estacionamento de supermercado, confundido com um ladrão apenas pela cor da pele, quando era na verdade, cliente do lugar. Ou seja, se julgar por aparências já era em si um absurdo, fonte de equívocos, agora então o é ainda mais! Fato é que o gênero feminino, flagrado cada vez mais em ousadas ações, também faz suas opções pelas veredas do crime, e sem delicadeza alguma.
Fotos: Agência "O Globo"; Site G1. 1ª imagem: Senhora de 76 anos e duas comparsas; 2ª imagem:
Anuncia o site G1, que uma quadrilha feminina foi detida, em uma concessionária de carros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, precisamente na faustosa Barra da Tijuca. Especilizada em roubos de Bancos e seqüestros relâmpagos, esta quadrilha era composta por mulheres e um travesti. Entre as mulheres, para espanto geral, uma senhora de 76 anos!
A travesti, “Queiti”, fugiu do sistema prisional carioca em Agosto. Ela evadiu-se da Penitenciária de Bangu -1, lugar este apontado pelo governo fluminense como de “segurança máxima”. Saiu à travesti, do confinamento prisional, disfarçada... Como mulher! Impossível não rir, afinal a piada vem junto, feita à mão!
Não deixa de ser interessante, que nossa sociedade tornou-se difusa a ponto de não permitir mais o julgamento visual, via de regra, baseado em preconceitos herdados das gerações anteriores e fruto de uma era senhorial. Isto significa que houve já uma mobilidade social, notável, mas que só chama atenção, quando há injustiças praticadas, tal como aconteceu com o rapaz negro espancado em estacionamento de supermercado, confundido com um ladrão apenas pela cor da pele, quando era na verdade, cliente do lugar. Ou seja, se julgar por aparências já era em si um absurdo, fonte de equívocos, agora então o é ainda mais! Fato é que o gênero feminino, flagrado cada vez mais em ousadas ações, também faz suas opções pelas veredas do crime, e sem delicadeza alguma.
Fotos: Agência "O Globo"; Site G1. 1ª imagem: Senhora de 76 anos e duas comparsas; 2ª imagem:
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Breve comentário sobre os fatores incidentes na construção de mundo das travestis.

Deu-se, não faz muito, uma notícia policial no Rio de Janeiro, onde uma famosa travesti – cafetina, Yarley, foi detida e indiciada por vários crimes ligados à prostituição, dentre eles coerção e aliciamento de menores. Duas outras travestis (Graciele e Rafaela), também foram presas, uma delas em São Paulo (Rafaela).Tal fato, também foi abordado nos blogs dedicados, incluindo este. Chamou atenção, pelo menos para mim, a forma espontânea de alguns comentários, mas todos, quase sem exceção condenando com veemência, sem ponderação alguma do ocorrido. Não vi, por certo, nenhum comentário que tentasse entender o que se passava, todos condenavam de antemão. Não surpreende, pois a maioria dos visitantes nos blogs são admiradores, ou clientes de travestis – prostitutas. Não vivem (os clientes) a realidade pujante de uma travesti nas ruas, mesmo porque, teriam que se transformar para tanto.Uma travesti inicia-se cada vez mais cedo. O uso dos hormônios faz-se sentir, mesmo que de leve, o que incita pelo preconceito existente, agressões psicológicas e físicas nos ambientes escolares, bem como nos familiares. Rapidamente, para manter a transformação, cai a jovem travesti para as ruas, com o intuito de se manter e progredir na transformação em vista das formas femininas. Formação escolar, acadêmica e ambições profissionais, fora do mundo da prostituição, viram fumaças. Dá-se então que para quase todas, de forma esmagadora, prostituir-se é ser travesti. Ou seja, forma-se um mundo aparte, fechado e circular.É óbvio que neste contexto, as regras sociais vigentes no mundo dito “normal”, não se aplicam, pois não se materializam cotidianamente. As normas de vida passam a ser ditadas pelos costumes do convívio neste meio apartado, onde funciona a prostituição de travestis. As relações interpessoais, são intensas, pois necessárias, já que o isolamento é padrão na vida da travesti, caracterizada pela poucas amizades, em virtude da realidade extremamente competitiva das ruas, o que impede que estas se dêem com facilidade. A construção deste mundo, não raro, se faz com valores que se opõem aqueles das pessoas do mundo externo, da maioria, portanto.Por isto, as condenações feitas nos espaços virtuais, de pouco ou nada significam, de fato, para as travestis. Apenas funcionam, se muito, como fonte de ressentimentos, tão fácil de perceber, na forma latente, nos fóruns e blogs dedicados. O mesmo se dá com opinião manifesta da sociedade e com as ações coercitivas do estado. Não atingem as travestis, não as sensibilizam. Antes afastam e fazem nascer discursos defensivos, evasivos e reativos.Isto tudo não significa, entretanto, que as ações coercitivas das delegacias devam ser deixadas de lado. Ao contrário, dever ser ainda mais incisivas. Mas, acompanhadas de estratégias de inclusão das travestis, para um mundo que existe e engloba o micro mundo delas. E da qual elas precisam fazer parte, como cidadãs plenas, ao invés daquilo que é hoje: apenas um apêndice.Imagem: Travesti Rafaela - acusada de fazer parte de uma quadrilha de exploração sexual de jovens travestis.
Promotora denuncia quadrilha por explorar travestis no Rio de Janeiro
Uma quadrilha formada por seis pessoas foi denunciada com pedido de prisão preventiva por explorar travestis nos calçadões do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. A denúncia feita pela promotora Ana Lúcia Melo, da 25ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, pede a abertura de ação penal contra os acusados por "rufianismo", ou seja, por crimes de tirar proveito da prostituição allheia, tráfico interno de pessoas para fins de exploração sexual e submissão de criança ou adolescente à prática da exploração sexual.Cinco integrantes da quadrilha já haviam sido presos temporariamente no último dia 8 de setembro, durante uma operação chamada Babilônia II. A quadrilha opera desde agosto de 2002 e, segundo a denúncia, "tinha total controle de toda a prostituição feita por travestis em Copacabana", exigindo mediante ameaças o pagamento de R$ 50 a R$ 150 por semana, em troca da "autorização" para se prostituir no bairro. No caso de descumprimento das regras impostas, cobravam-se "multas" de R$ 500 a R$ 1.000. Acredita-se que grupo explorava entre 60 e 120 travestis, dependendo da época do ano. Entre as vítimas da exploração sexual havia várias adolescentes. Os denunciados traziam muitas travestis de Minas Gerais e São Paulo que eram "alojados" em um apartamento na Avenida Princesa Isabel e cada uma pagava entre R$ 10 e R$ 30 pela vaga.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Medo da gripe suína muda data da parada gay no Rio
Evento na orla de Copacabana foi transferido para 1º de novembro.Show e exposições serão realizados em espaços nobres pela primeira vez.
Para evitar que a nova gripe atrapalhasse a alegria dos participantes e tirasse o brilho da festa, a 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio tem nova data: 1º de novembro, na orla de Copacabana, na Zona Sul da cidade.
Segundo os organizadores, o evento seria realizado em outubro. Em 2008, a festa reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas no dia 12 de outubro. Em comunicado do site do Grupo Arco-Íris, os organizadores da parada explicam que transferência é uma medida preventiva. E acrescentam que com a nova data – um domingo, véspera de feriado – moradores e turistas poderão aproveitar ainda mais as atividades, às vésperas do verão carioca.
Cartaz mais leve e colorido
Para esta 14ª edição, o coordenador do evento Cláudio Nascimento anuncia uma série de novidades. A começar pelo cartaz da parada, que ganhou layout mais colorido e cheio de referências, confeccionado pelo publicitário Bruno Bertani. “Abandonamos as imagens soturnas e partimos para uma visão mais colorida, como vemos o futuro”, disse.
Mas o foco da parada, segundo ele, ainda é a campanha contra a homofobia, que traz o slogan: “Eu tenho direito de viver e amar livremente. Diga não a homofobia. Uma forte mensagem para convocar e transformar corações e mentes”.
Eventos em pontos nobres do Rio
Além do cartaz, a parada vai contar pela primeira vez com o apoio efetivo das três esperas de governo – municipal, estadual e federal. E com isso, coroar uma série de eventos culturais que começam em outubro, em vários pontos da cidade. A programação que se estende por praticamente um mês inclui feiras, exposições, shows, mostras de cinema que vão estrear em espaços nobres da cidade como os teatros João Caetano, Gláucio Gil e Carlos Gomes, no centro culturais Sérgio Porto e Calouste Gulbenkian, na Sala Baden Powell e no Terreirão do Samba, entre outros. A organização promete ainda “uma série de surpresinhas” para o dia do desfile. A concentração vai ser às 14h, no Posto Seis, em Copacabana. A expectativa é superar o público de 1,5 milhão de pessoas que seguiram atrás de 23 trios elétricos em 2008.
Para evitar que a nova gripe atrapalhasse a alegria dos participantes e tirasse o brilho da festa, a 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio tem nova data: 1º de novembro, na orla de Copacabana, na Zona Sul da cidade.
Segundo os organizadores, o evento seria realizado em outubro. Em 2008, a festa reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas no dia 12 de outubro. Em comunicado do site do Grupo Arco-Íris, os organizadores da parada explicam que transferência é uma medida preventiva. E acrescentam que com a nova data – um domingo, véspera de feriado – moradores e turistas poderão aproveitar ainda mais as atividades, às vésperas do verão carioca.
Cartaz mais leve e colorido
Para esta 14ª edição, o coordenador do evento Cláudio Nascimento anuncia uma série de novidades. A começar pelo cartaz da parada, que ganhou layout mais colorido e cheio de referências, confeccionado pelo publicitário Bruno Bertani. “Abandonamos as imagens soturnas e partimos para uma visão mais colorida, como vemos o futuro”, disse.
Mas o foco da parada, segundo ele, ainda é a campanha contra a homofobia, que traz o slogan: “Eu tenho direito de viver e amar livremente. Diga não a homofobia. Uma forte mensagem para convocar e transformar corações e mentes”.
Eventos em pontos nobres do Rio
Além do cartaz, a parada vai contar pela primeira vez com o apoio efetivo das três esperas de governo – municipal, estadual e federal. E com isso, coroar uma série de eventos culturais que começam em outubro, em vários pontos da cidade. A programação que se estende por praticamente um mês inclui feiras, exposições, shows, mostras de cinema que vão estrear em espaços nobres da cidade como os teatros João Caetano, Gláucio Gil e Carlos Gomes, no centro culturais Sérgio Porto e Calouste Gulbenkian, na Sala Baden Powell e no Terreirão do Samba, entre outros. A organização promete ainda “uma série de surpresinhas” para o dia do desfile. A concentração vai ser às 14h, no Posto Seis, em Copacabana. A expectativa é superar o público de 1,5 milhão de pessoas que seguiram atrás de 23 trios elétricos em 2008.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A atração pelas trans dentro do universo masculino.
Hoje já entendo perfeitamente a atração fatal de muitos homens pelas trans, a maioria deles que antes só tinham relacionamentos afetivos com as garotas, em uma relação totalmente hétero, hoje já se atraí bastante por esse lado feminino, sensual e sedutor que existe em muitas das nossas t-girls. A verdade é que cada ano que passa vão surgindo as novas gerações de trans e cada dia mais belas, muito mais femininas e sedutoras o que é quase como um impulso ao desejo dos homens, tanta beleza para a atenção masculina que fica logo pronta para descobrir os prazeres do terceiro sexo e em ter uma nova experiência. O mais incrivel em tudo isso é que em muitos desses envolvimentos afetivos com as nossas t-girls, muitos rapazes se tornam admiradores, outros amigos e alguns até namorados ou verdadeiros amantes. Acho que o que mais excita a imaginação masculina é exatamente essa figura altamente feminina, muito sensual e cheia de curvas, muitas vezes até mais bela que as próprias mulheres e mesmo tendo um sexo masculino, este algo a mais que elas tem não implica de modo algum na atração que muitos deles sentem por elas... Muitos ficam até meio confusos e pertubados, pensando e analizando se são gays ou não e as vezes chegam até mesmo a perguntar pra gente sobre este assunto, mas sinceramente hoje acredito que não são! Até porque muitos deles jamais topariam um relacionamento com outro rapaz igual que eles. Este universo trans atraí muito a curiosidade e a imaginação masculina em conhecer algo diferente, o que não os condena em nada a serem gays ou homossexuais. O gay ele já nasce, ninguém se torna gay porque saiu com alguma trans ou se sentiu atraido por alguma delas. Na vida sempre estamos tentando descobrir, novas fantasias, novas esperiências, a nossa sexualidade já nasce bem definida dentro da gente desde os nossos primeiros anos de vida. Cada um curti suas fantasias e seus desejos da sua maneira toda própria e particular, todos os nossos desejos devem ser respeitados. É através desse primeiro contato com as t-girls que muitas vezes acontence grandes romances, grandes amores, portanto, tudo é totalmente válido. Afinal, que chato seria ficar imaginando qual o sabor da maça sem nunca haver provado dela.
A casa caiu... Melhor, a cobertura desabou!
Informa o site O DIA que as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo, detiveram travestis acusados de aliciarem outras (incluindo menores), para exploração no mercado do sexo.O valor de R$ 60.000,00 ao mês foi aventado pelo órgão informativo. As travestis acusadas são famosas: Iarley e o seu gerente de pista (“Boró”), Rafaela (detida em São Paulo) e Graciele. Uma mulher também foi presa: Eliane.Iarley, ou Yarley, é a cafetina que figurava como a dona de uma famosa cobertura que havia em Copacabana, descrito no último capítulo do livro Verso & Reverso da jornalista (Travesti) Andressa Gasparelli. Esta obra ganhou repercussão no meio, devido às revelações contidas, que explicitavam o cotidiano das meninas ali abrigadas e sua relação com os clientes. Esta cobertura, herdada pela travesti cafetina, há muito foi vendidaComo se sabe, as próprias travestis costumam eleger uma outra, para colocar “ordem na pista”. Esta escolhida, em geral, é veterana e bem quista pelas demais, carismática e com dotes de liderança evidentes. Muitas travestis encaram o exercício da cafetinagem, como uma evolução natural do trabalho como prostituta. Daí, as associações livres que fazem com estas, que não raro, possuem laços emocionais intensos. Pode-se dizer que as “madrinhas” funcionam como “mães substitutas”, apesar de na maioria das vezes, revelarem-se madrastas perversas (bastar endividar-se com a mãezinha).No entanto, essa parte romântica está rapidamente tornando-se uma miragem relegada ao passado. O cunho das cafetinas é empresarial ao extremo e estas não se importam em extorquir, e envolver-se com o crime organizado e o tráfico de drogas. O tráfico de pessoas para Europa, diga-se, já é algo banal. Neste ambiente, coerção e violência se impõe com naturalidade e pouco há o que se fazer, a não ser, que se retire a criminalização de tudo aquilo que envolve o ganho com o sexo nas ruas. Noutras palavras: a regulamentação da prostituição, como profissão.
Foto: Agência O DIA. ("Boró", "Eliane" e "Iarley"). Outras informações: Site G1; RJTV; BlogT.
Foto: Agência O DIA. ("Boró", "Eliane" e "Iarley"). Outras informações: Site G1; RJTV; BlogT.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Presa quadrilha suspeita de explorar transexuais e faturar R$ 60 mil por mês
Segundo os investigadores, o grupo controlava toda a prostituição de travestis em Copacabana e Duque de Caxias. O esquema, durante a alta temporada, movimentava quase R$ 60 mil por mês.A polícia prendeu, nesta terça-feira, cinco pessoas que fariam parte de um esquema de exploração sexual. Segundo os investigadores, o grupo controlava toda a prostituição de travestis em Copacabana e Duque de Caxias. Foram quase três meses de investigação até os policiais chegarem a Ulisses Menezes da Mota, conhecido como Iarley, e Claudio dos Santos Magalhaes, o Boró. Agentes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima prenderam os dois durante esta manhã em Itaipuaçu, em Marica. Eles são acusados pela polícia de chefiar o grupo que explora a prostituição de adolescentes e adultos em Copacabana e em Duque de Caxias. Em São Paulo, os policiais prenderam Rafael de Almeida, a Rafaela. No Rio, também foram presos Leonardo Silva Costa e Eliane da Silva, a Lia. Os três, segundo os investigadores, eram os responsáveis por cobrar taxas dos travestis e administrar os pontos onde eles atuavam. Os integrantes do grupo ainda mantinham apartamentos em Copacabana como os que a polícia fez buscas pela manhã desta terça-feira. Eles seriam usados para hospedar travestis vindos de outros estados com a cobrança de R$ 20 por dia. Na operação, foram apreendidos computadores e celulares. Segundo um levantamento da polícia, a quadrilha explorava cerca de 80 pessoas. Número que durante o Verão podia passar de 150. O esquema, durante a alta temporada, movimentava quase R$ 60 mil por mês. Agora, os policiais investigam se Iaerley, apontado como um dos chefes do grupo, também seria o responsável pelo envio de profissionais para a Europa, cobrando pelo serviço 12 mil euros. Iarlei já cumpriu pena de quatro anos por exploração sexual. Boró ficou preso pelo mesmo tempo por tráfico de drogas. Os dois se conheceram na penitenciária. Juntos, de acordo com a investigação, têm uma cobertura em Caxias, um sítio e um terreno de nove mil metros quadrados em Maricá. Para desmontar a quadrilha, a polícia contou com o depoimento de várias pessoas que dizem ter sido exploradas. “O trabalho deu início na delegacia, após um grupo de transexuais adolescentes denunciar o esquema em virtude da violência que estava sendo sofrida. Há relatos de tortura e atos atos não humanos“, diz o delegadoLuiz Henrique Marques. Todos os presos negam as acusações. Eles estão prestando depoimento e depois devem ser levados para a Polinter. Outras pessoas, encontradas nos apartamentos em Copacabana, foram ouvidas e liberadas. Segundo a polícia, é importante que outras vítimas também procurem a delegacia. O telefone é 2504-1200. Prostituição não é crime, explorar essas pessoas é que pode dar cadeia.
Rogéria revela que saía com famosos na época dos programas do Chacrinha

A travesti Rogéria é um dos destaques do documentário Alô Alô Terezinha!, de Nelson Hoineff. A atriz é uma das entrevistadas entre várias ex-chacretes, ex-calouros, familiares, equipe de produção e artistas que foram importantes na biografia do célebre apresentador de TV. Entre eles, ícones como Ney Matogrosso, Cauby Peixoto, Agnaldo Timóteo, Elke Maravilha e Dercy Gonçalves.No bloco em que chacretes contradiziam-se em dizer se saíam e não saíam com os famosos, Rogéria assumiu que na época em que frequentava o programa foi "comida" por muitos artistas, porém não quis revelar nomes. O longa deve entrar em cartaz dia 30 de outubro em circuito nacional.
Parada do Rio é remarcada para o dia 1º de novembro

A Parada do Orgulho LGBT do Rio já tem nova data: 1º de novembro. Segundo nota oficial do Grupo Arco-Íris, a manifestação que seria realizada no dia 11 de outubro foi adiada devido a um possível pico de surto da gripe A (H1N1) na segunda quinzena de setembro, podendo se arrastar ainda na primeira quinzena de outubro. "O Grupo Arco-Íris tem como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e isso implica que nós não podemos ficar omissos diante de um grave problema de saúde coletiva", afirma a presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, Gilza Rodrigues.Os organizadores afirmam que a nova data também é ideal pois antecede um feriado, o que dá mais oportunidades para aproveitar os points da cidade e as atividades culturais, sociais, políticas e acadêmicas que farão parte da programação oficial da 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. A Parada deste ano, que deve reunir mais de 1,5 milhão de pessoas, tem como slogan "Eu tenho o direito de viver e amar livremente. Diga não a homofobia".Confira a programação oficial:
Show de abertura da Programação Oficial da 14ª. Parada do Orgulho LGBT-Rio 2009Data: 5 de outubro, às 19hLocal: Teatro Carlos Gomes – CentroExposição: "Nossa história, nossa força, nossa voz: 14 anos de Parada do Orgulho LGBT-Rio"Data: 5 de outubro a 5 de novembroLocal: Galeria do Centro Cultural Sergio Porto – HumaitáMostra de Filmes Metáforas da DiversidadeData: 9 e 10 de outubro, das 14h às 22hLocal: Castelinho do Flamengo e outros locais a confirmar.Pride Ideal Nacional com o DJ Edson Pride e a cantora Joe Welsh Data: 9 de outubro, a partir de 23h30Local: Cine Ideal – CentroCine Ideal com orgulho, com DJs Dupla AltarData 11 de outubro, a partir de 23h30Local: Cine Ideal – CentroEncontro de Voluntários da Parada e de sua programaçãoData: 14, 21 e 28 de outubro, às 19hLocal: Sala Cecília Meirelles – Auditório Guiomar Novaes – Lapa Semana Auto-Retratos – espetáculos e shows de resgate da cultura transformista do RioData: de 22 a 25 de outubro, às 19hLocal: Teatro Gláucio Gil - CopacabanaCiclo Arco-Íris Pensando a Cidadania LGBT e Seminário Estadual AIDS e Saúde LGBTData: 26 a 30 de outubro, das 15h às 22hLocal: Castelinho do Flamengo e outros locais a confirmarVozes da Diversidade – show musical com cantores e cantoras LGBTData: 27 e 28 de outubro, às 19hLocal: Sala Baden Powell – CopacabanaFesta Oficial de Celebração da 14ª Parada do Orgulho LGBT Rio – 2009 Data: 29 de outubro, às 21hLocal: Cine Ideal - Centro8º Prêmio Arco-Íris de Direitos HumanosData: 30 de outubro, às 20hLocal: Teatro João Caetano - Centro Feira Arco-Íris de Cultura LGBT. Lesbifest – Festival de Cultura e Diversidade entre lésbicas e mulheres bissexuaisData: 31 de outubro, das 10h às 22hLocal: Terreirão do Samba e Centro de Artes Calouste Gulbenkian - Centro (à confirmar)Festa Pré-ParadaData: 31 de outubro, às 22hLocal: Boate 1140 – Praça Seca – JacarepaguáAção Orgulho, Cidadania e Direitos Humanos Data: 1 de novembro, das 09h às 18hLocal: Praia de Copacabana, Posto 6 - Copacabana14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2009Data: 1 de novembro, às 13hLocal: Praia de Copacabana, Posto 6 - CopacabanaFesta de Encerramento da 14ª Parada do Orgulho LGBT – Rio 2009Data: 1 de novembro, às 22h Local: Le Boy - Copacabana
Show de abertura da Programação Oficial da 14ª. Parada do Orgulho LGBT-Rio 2009Data: 5 de outubro, às 19hLocal: Teatro Carlos Gomes – CentroExposição: "Nossa história, nossa força, nossa voz: 14 anos de Parada do Orgulho LGBT-Rio"Data: 5 de outubro a 5 de novembroLocal: Galeria do Centro Cultural Sergio Porto – HumaitáMostra de Filmes Metáforas da DiversidadeData: 9 e 10 de outubro, das 14h às 22hLocal: Castelinho do Flamengo e outros locais a confirmar.Pride Ideal Nacional com o DJ Edson Pride e a cantora Joe Welsh Data: 9 de outubro, a partir de 23h30Local: Cine Ideal – CentroCine Ideal com orgulho, com DJs Dupla AltarData 11 de outubro, a partir de 23h30Local: Cine Ideal – CentroEncontro de Voluntários da Parada e de sua programaçãoData: 14, 21 e 28 de outubro, às 19hLocal: Sala Cecília Meirelles – Auditório Guiomar Novaes – Lapa Semana Auto-Retratos – espetáculos e shows de resgate da cultura transformista do RioData: de 22 a 25 de outubro, às 19hLocal: Teatro Gláucio Gil - CopacabanaCiclo Arco-Íris Pensando a Cidadania LGBT e Seminário Estadual AIDS e Saúde LGBTData: 26 a 30 de outubro, das 15h às 22hLocal: Castelinho do Flamengo e outros locais a confirmarVozes da Diversidade – show musical com cantores e cantoras LGBTData: 27 e 28 de outubro, às 19hLocal: Sala Baden Powell – CopacabanaFesta Oficial de Celebração da 14ª Parada do Orgulho LGBT Rio – 2009 Data: 29 de outubro, às 21hLocal: Cine Ideal - Centro8º Prêmio Arco-Íris de Direitos HumanosData: 30 de outubro, às 20hLocal: Teatro João Caetano - Centro Feira Arco-Íris de Cultura LGBT. Lesbifest – Festival de Cultura e Diversidade entre lésbicas e mulheres bissexuaisData: 31 de outubro, das 10h às 22hLocal: Terreirão do Samba e Centro de Artes Calouste Gulbenkian - Centro (à confirmar)Festa Pré-ParadaData: 31 de outubro, às 22hLocal: Boate 1140 – Praça Seca – JacarepaguáAção Orgulho, Cidadania e Direitos Humanos Data: 1 de novembro, das 09h às 18hLocal: Praia de Copacabana, Posto 6 - Copacabana14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2009Data: 1 de novembro, às 13hLocal: Praia de Copacabana, Posto 6 - CopacabanaFesta de Encerramento da 14ª Parada do Orgulho LGBT – Rio 2009Data: 1 de novembro, às 22h Local: Le Boy - Copacabana
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Unaids apoia campanha que promove o uso do nome social de transgêneros nas escolas
A Organização das Nações Unidas contra a Aids (Unaids) adere à campanha que promove o uso no nome social de travestis e transexuais nas escolas. A iniciativa tem a intenção de abranger todas as escolas públicas brasileiras e vem sendo realizada pela ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais), a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a ABL (Articulação Brasileira de Lésbicas), a rede E-Jovem, o Grupo de Pais e Mães de Homossexuais, o CEN-Brasil (Coletivo de Entidades Negras) e outras instituições LGBT.Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, "é de suma importância esse posicionamento do UNAIDS, referendando a campanha com toda a autoridade de um organismo das Nações Unidas. Também representa um passo concreto na implementação do Plano estratégico de ações para prevenir e combater a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero na América Latina".
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