segunda-feira, 26 de novembro de 2007

'Não pensei que fosse chocar assim', diz transformista que fez show na Assembléia Legislativa




SÃO PAULO - Primogênito de seis irmãos, Henrique Pereira da Rocha, 20 anos, é Nick Peron, o transformista que chocou deputados conservadores da Assembléia Legislativa ao apresentar seu show durante lançamento da Frente Parlamentar GLBTT ((gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Henrique é arrimo de família e divide seu tempo entre o trabalho de maquiador e cabeleireiro no Jardim Marajoara, na zona sul, e os shows onde se apresenta como drag queen entre sexta e domingo, a R$ 30 o espetáculo
Ele diz que não imaginou o tamanho da repercussão que suas jogadas de cabelo e seu strip-tease quase completo provocariam entre os deputados. Na apresentação, o transformista realizou dois números, utilizando máscaras, peruca e duas fantasias, uma delas de oncinha.
Na semana passada, irritados com as cenas gravadas pela TV Assembléia, parlamentares ligados a igrejas evangélicas passaram a acusar o deputado Carlos Giannazi (PSOL), coordenador da frente, de quebra de decoro parlamentar por não ter agido para impedir o espetáculo. Giannazi diz que os deputados consevadores vão mexer com vespeiro caso queiram levar adiante o assunto . Para ele, o embate é político.
Henrique explica:
- A apresentação foi do meu interesse. Eu queria mostrar, realmente, a cultura drag. Só não pensei que fosse chocar assim.
" Minha mãe sabe que sou homossexual e me apóia totalmente. É a minha melhor amiga. Mas não apóia esse negócio de drag. Por isso, nunca me monto na frente dela "
Longe dos palcos e no salão de cabeleireiro, Henrique mora na periferia, como muitos, e trabalha para sustentar a família, que é beneficiária de programas sociais do governo.
De família negra, mora com a mãe, o padrasto e os cinco irmãos em uma favela do Jardim Satélite, perto do Autódromo de Interlagos, na zona sul.
- Preconceito existe e eu sofro. Mas aqui onde vivo não tenho problemas - afirma. Tímido, Henrique diz que só saiu do armário aos 17 anos, idade em que também começou a se montar de drag queen para fazer show em casas noturnas gays da Avenida Robert Kennedy, na zona sul, e da região da Praça da República, no centro.
- Quando estou montada como drag, não existe timidez. Foi o que aconteceu na Assembléia. Não fiquei tímido. Fiz para protestar. Minha mãe sabe que sou homossexual e me apóia totalmente. É a minha melhor amiga. Mas não apóia esse negócio de drag. Por isso, nunca me monto na frente dela - diz Henrique, que sonha fazer faculdade na área de estética para conseguir aprimorar-se como cabeleireiro.
Antes de assumir o homossexualismo, Henrique namorou três meninas.
- Já sabia que era homossexual. Namorei porque era o começo e você não quer se assumir sexualmente - diz o cabeleireiro.
Ele conta que ficou sabendo do lançamento da frente parlamentar, fez a proposta para o deputado Carlos Giannazi, levou a produção e fez o show. Em uma das cenas mais contestadas pelos deputados que criticam o espetáculo, Nick Peron retira as roupas mais pesadas da fantasia, iniciando um strip que termina com poucas peças de roupa, apenas sutiã e calcinha à mostra.
" Naquela hora sou mulher "
- A drag quer mostrar o feminino dela, e não o ridículo. E é tudo mistério. Então, faz parte entrar com bastante roupa e ir tirando. Mas não no sentido de ficar sem roupa. Como naquela hora sou uma mulher, vou de calcinha e sutiã - explica.
- Eu estava lá para lutar contra a homofobia. Essa manifestação - contra a apresentação - já prova do preconceito da Assembléia. Daí já dá para ver como é a homofobia para quem não sabe o que é. Por que não pode colocar uma drag lá para defender os seus direitos e mostrar a cultura do homossexualismo? Fui lá para fazer show, sou um artista.
Da bancada dos evangélicos descontentes com o show, o deputado Waldir Agnello (PTB) promete encaminhar o caso nesta semana à comissão de ética da Assembléia.
- Queria que os deputados se preocupassem mais com os pobres mesmo - diz Nick.

sábado, 24 de novembro de 2007

Itália desbarata grupo que levava travestis do Brasil

A Polícia Militar de Roma prendeu nesta semana três integrantes de uma quadrilha que obrigava transexuais brasileiros a trabalhar na via Palmiro Togliatti, conhecida rua de prostituição masculina da capital italiana.
Os três --um brasileiro e dois italianos-- foram presos a partir de uma denúncia feita por um travesti brasileiro, que teria sido explorado pelo bando.
Com uma dívida de 12 mil euros [mais de R$ 31 mil], valor cobrado aos travestis pelos "serviços" da quadrilha, o rapaz denunciou o grupo ao serviço social da Prefeitura de Roma, afirmando ser vítima de exploração.
Conforme informações do Núcleo Operativo dos Carabinieri da via In Selci, onde foram feitas as investigações, a quadrilha se dedicava ao recrutamento dos brasileiros e era responsável por colocá-los na rua.
"Era o brasileiro que organizava toda a operação de ingresso de seus conterrâneos na Itália", disse à BBC Brasil o major Lorenzo Sabatino, comandante do Núcleo dos Carabinieri.
"Depois de entrarem no país, viravam vítimas da prostituição de rua. Todos os transexuais eram obrigados a pagar o que recebiam diariamente para saldar o débito com a quadrilha."
De acordo com o major Sabatino, além dos três presos, também foram notificadas outras oito pessoas, responsáveis pelo alojamento, acompanhamento dos transexuais brasileiros ao local de prostituição e controle da atividade deles.
Expulsão
Nesses alojamentos, a polícia romana notificou também 12 transexuais brasileiros. Oito receberam documento formal de expulsão e deverão deixar o país. Os quatro restantes foram presos por serem reincidentes.
Eles já tinham sido avisados que deveriam retornar ao Brasil por estarem ilegalmente na Itália, mas nunca cumpriram a ordem de expulsão.
"Iniciamos as investigações no final de 2005", informou Sabatino. "O jovem brasileiro nos informou que, além dele, vários conterrâneos estavam nas mãos dessa organização, que financiava a entrada ilegal deles na Itália."
Os policiais acreditam que o grupo exigia os 12 mil euros para pagar a passagem aérea do Brasil, o aluguel dos apartamentos onde os transexuais dormiam e o pedaço de calçada em que trabalhavam.
"Várias pessoas foram ouvidas. Prendemos os chefes da quadrilha e conseguimos localizar seis apartamentos, em diferentes bairros de Roma, que abrigavam os brasileiros clandestinos. Os três presos irão responder pelos crimes de favorecimento da prostituição e exploração da imigração clandestina."
A polícia não sabe informar o número total de transexuais do Brasil que se prostituem nas ruas da capital italiana. Mas acredita que vários grupos estejam tirando proveito da situação de ilegalidade dos brasileiros na cidade para ganhar dinheiro.
Na Itália, é ilegal tirar proveito da prostituição. Quem ganha ilegalmente, explorando homens ou mulheres corre o risco de ser preso.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Quanto maior melhor (e olha que é de seios que estamos falando)


Ir numa reunião de travestis é quase estar num concurso de beleza. As amigas ficam comparando o tamanho dos seus seios e dos seus bumbuns com o tamanho dos das outras, como se elas fossem mais mulher quanto maior o atributo. Só que ser mais ou menos mulher está dentro da sua cabeça e não numa prótese de silicone. Quem é mais mulher a Ana Paula Arósio ou a Feiticeira? Cada um tem a sua opinião, mas para mim a Ana Paula Arósio com seus seios pequenos dá um baile como mulher na Feiticeira, com todas as suas próteses e corpo malhadíssimo.Colocar silicone, tomar hormônio é uma forma de externar o que você vive, como se enxerga. E se você se enxerga como uma mulher, deve tentar ficar o mais harmônica possível com a sua auto-imagem, e não cair num concurso do maior "peitão". Se você entra na lógica do concurso, pode acabar virando uma mondronga, tendo seios que seu corpo nem sequer suporta, um bumbum que qualquer um vê que não é seu.Ser uma mulher travesti é mais do que ter dois melões. É ser feminina, companheira, enfim, agir e pensar como uma mulher. Pensem nisto e parem com o concurso, quem sai perdendo somos todas nós!

****RENATA ANDRADE*** (((CLIQUE EM CADA FOTO PARA AMPLIAR)))
























































quinta-feira, 22 de novembro de 2007


Montando-se pela primeira vez





Se você é uma crossdresser ou quer se montar como tal, vou passar algumas dicas para a sua primeira montaria. Nada profissional, ok? Não são dicas para drags, mas para crossdresser. Primeira dica, una os recursos disponíveis: veja se tem peruca, calcinha, meia calça, sutiã, uma roupinha feminina, maquiagem,... Isto é o básico. Se não tem compre. Pouca gente dá importância para a peruca, mas sem ela você consegue no máximo ficar um dublê da Elis Regina.
Comece primeiro pela roupa íntima. Coloque a calcinha e o sutiã. Por dentro do sutiã coloque duas meias de tamanho semelhante. Outra solução é formar os seios com papel higiênico. Depois da roupa íntima coloque a meia-calça. Ao ficar com um garoto você vai entender o porque de colocar a meia calça depois. A meia-calça deve ser bem escura caso você ainda tenha pêlos nas pernas. Dê preferência meia-calça preta.
Siga para a roupa e lembre-se: crossdresser se aproxima ao máximo de uma mulher comum. Por isto, coloque roupas de mulheres comuns, nada muito fashion ou chamativo. Não somos drags, somos crossdresser. Se você ainda tem muitos pêlos dê preferência as roupas mais compridas. Aproveite que agora é inverno, que você pode usar até gola alta.
Faça a sua maquiagem. Vale o mesmo que a roupa, nada muito chamativo. Maquiar demais também algo agressivo. Vou dar algumas dicas de maquiagem na próxima coluna. Por último coloque a peruca e pronto menina, você está montada.

Querem de graça, mas não querem pagar o preço

Nem toda a travesti se prostitui, mas esta é uma opção (ou falta de opção) para boa parte delas. Por isto, boa parte das travestis usa do seu corpo como ganha pão, o nosso ganha pão é o nosso corpo. Daí aparece um rapaz numa lista de discussão, num chat ou até mesmo na rua, que diz que tem verdadeira paixão por travesti, mas não costuma sair porque seria frustrante pagar para ter sexo com uma..Alguns chegam a dizer que querem namorar você, que ele procura algo sério com uma travesti e que só sente completo na cama com uma. Na cama, porque não quer pagar o preço. No outro dia, você vai ao Shopping ou qualquer outro lugar e encontra exatamente o rapaz da noite passada. Ele finge que não lhe vê, ou melhor, finge que não lhe conhece.Eles querem de graça, mas não querem pagar o preço. É muito fácil se declarar apaixonado por travestis e realmente ser. É fácil dizer que quer namorar uma. O difícil é conviver fora da cama com o preconceito. Afinal, não queremos um namorado que só aparece de madrugada, que só nos quer na cama. Somos normais, e gostamos de ir ao Shopping, passear, sair para jantar, ir ao cinema. Queremos um namorado, não somente um garanhão. E este é o preço de namorar, de ter um relacionamento com uma travesti: enfrentar com ela o preconceito da sociedade.

Mercado de trabalho para travestis


Que a nossa sociedade é preconceituosa todo mundo sabe. Que o mercado de trabalho é concorrido, também. E poucas pessoas conhecem tão bem esta realidade como as travestis, que enfrentam um mercado de trabalho concorrido com as chagas do preconceito.
As travestis que procuram trabalho no mercado formal devem saber de saída que dificilmente ganharão tão bem e tanto como no mercado informal que boa parte está inserida. Mas ao menos isto não vale somente para as travestis, já que a prostituição também rende muito mais para os homens e mulheres não transgêneros que se prostituem.
Sair da batalha pode representar a queda do poder aquisitivo, mas caso julgue compensatório em outros aspectos da sua vida, algumas dicas de mercado de trabalho indicadas por outras travestis.
1) Primeiro de tudo estude. Para ter uma posição um pouco melhor no mercado de trabalho é necessário estudo. Pode ser difícil enfrentar o preconceito na escola, mas lembre-se que ao não enfrenta-lo agora possivelmente as coisas só irão ser acumuladas: você não enfrenta o preconceito na escola, mas enfrenta o preconceito no mercado de trabalho. Caso queira ser advogada, estude direito; caso queira ser médica, estude medicina e assim por diante.
2) Profissões tradicionalmente ocupadas por gays e travestis são tão dignas como qualquer outra. Ou seja, você ser cabeleireira, manicure, esteticista é uma opção. Vale o primeiro tópico: estude, seja especialista no que faz e tente se diferenciar.
3) Pela legislação, qualquer brasileiro nato pode se candidatar a um cargo público. Assim, os concursos públicos são uma alternativa para ocupar um cargo formal e oferecem vagas para todos os níveis de escolaridade. Além disto, nas instituições públicas o preconceito pode ser denunciado e punido, sendo uma das alternativas para ocupar um trabalho formal, com um salário mais digno e com certa estabilidade. O jornal Correio Braziliense mantém uma base de dados, com acesso gratuito sobre concursos.
4) No mercado GLS há uma maior abertura para a ocupação de travestis e transexuais, podendo atuar em lojas, casas noturnas, saunas, nas mais diversas funções.
5) No mercado artístico também há várias atividades que podem ser desenvolvidas por travestis, como em shows, artes plásticas, literatura, música e etc. Los Roldán foi protagonista de uma telenovela na Argentina.
6) Por último, vale mais a pena meter a cara do que ficar em casa esperando. E não tenha vergonha de ser candidata em vagas da iniciativa privada. A vaga pode lhe ser negada, como possivelmente será negada a outras pessoas, porém você pode ser selecionada. E quanto mais travestis procurarem empregos no mercado formal, inclusive na iniciativa privada, maior será a aceitação das mesmas neste tipo de entrevista.

As Possuídas ((CROSSDRESSER))


Que me perdoem os espíritas (cada um tem a sua fé), mas quanto mais eu converso com outras crossdressers, mais eu me assusto. Hoje, uma veio falar no meu MSN que estava buscando tratamento espiritual, já que ela era na realidade possuída quando se montava; possuída por duas pombas giras que a obrigavam a se vestir e se comportar como mulher. Podemos até estar falando de possessão, mas não uma possessão sobrenatural.
É muito simples culpar aos espíritos, por assim dizer, dos atos que tomamos quando estamos garotas. “Não, eu não sou gay, eu não gosto de homem, são os espíritos que me forçam a ficar com homens”, nada mais conveniente, nada mais falso. Não são os espíritos que fazem você ter desejo por homens.
Você tem o desejo por homens, mas como não consegue administrar muito bem isto na sua cabeça, acaba por criar um personagem, alguém que possa fazer isto, sem te causar tanta culpa.
Ou então, você é uma das crossdressers héteros, que não curtem homens, mas em algum ponto na sua infância ou adolescência teve uma maior identificação com uma figura feminina do que com uma masculina. Mas você não pode demonstrar isto, teme ser confundindo com gay, não ser compreendido. Daí vem ela, o seu lado garota, para permitir que você use todo ou qualquer símbolo do universo feminino, para finalmente poder se identificar com aquilo que estava lá na sua infância, e então se sente mais completa, mais compreendida.
Posso citar milhares de exemplos de motivos para você ser uma cd. Cada uma possui o seu, mas gosto sempre de lembrar que nossas meninas não vieram para nos julgar, nos amaldiçoar ou nos colocar em situações de risco. Elas vieram nos libertar, comunicar, enfim, são uma fonte enorme de autoconhecimento. Não somos possuídas, estamos apenas nos conhecendo.

Desejo por Travestis

No começo era o amor, descobriu-se o tesão, iniciou-se a confusão. Que os seres humanos são complexos todos concordam. O que muitas vezes não conseguimos admitir é a diversidade que nos cerca no que tange sentimento e sexualidade. Somos tão plurais que não existimos sozinhos. Raramente vivemos como ermitões, por mais sozinh@s que possamos estar.
Dentro desta amplitude de variações, orientações e condições sexuais, e por que não dizer, sentimentais, nos defrontamos com tabús, preconceitos e muita ignorância. Por que temos que sempre separar sexo de sentimento? Não falo de amor (somente!), mas refiro-me a sentimentos no sentido mais puro que existe: o de coisas que mexem com nosso interior, necessidades e vontades. Antes de iniciar meu texto propriamente dito, gostaria que parássemos de vez com este medo que quase sempre nos envolve. Solte-se! Libere-se! Seja você mesmo em sua essência, sem máscaras ou enganações.
Pronto, agora que você consegiu este importante passo, vamos refletir juntos. O que é o diferente? – Aquilo que não faz parte de nós mesmos em lugar nenhum de nosso íntimo. O que é o anormal? – Aquilo que não desejamos, que julgamos pecado, sujo, maldito e impuro. O que é errado no que diz respeito a sexo e sentimento? – Nada. Isto mesmo, nada que nos faça mais felizes e que não prejudique terceiros pode estar errado (Quando falo prejudicar, não me refiro a questionamentos morais e religiosos. Cada qual sabe o que é eticamente moral e politicamente correto no que tange suas crenças e sua fé).
Agora vou falar do assunto que me trouxe aqui: o desejo pelas travestis. Não procurarei explicar quem são as travestis, nem como elas pensam, o que desejam e com o que sonham. Irei neste artigo, abordar o interesse de homens (em grande escala) e também de mulheres (em menor escala) por travestis. Fiz esta enquete em meu site, durante algum tempo obtive respostas curiosissímas que me levaram a refletir muito sobre todo este mistério que envolve o tesão e prazer, por estes seres que muitas vezes são incompreendidos e marginalizados infelizmente: as travestis.
Repito que este é somente um artigo e não possui cunho científico algum. É somente para ampliarmos a visão do mundo que nos cerca e das diversas pessoas que nele convivem. É um artigo para que deixemos um pouco de lado nossas certezas, e possamos imaginar que muitas são as verdades neste quebra-cabeças da vida.
Não poderia eu deixar de mencionar, em primeiro lugar, os vários pontos comuns que encontrei nos depoimentos que colhi nesta pesquisa: Quase 80% se declararam fãs de travestis devido à dualidade feminino/masculino Mais de 83% citaram o pênis como um grande atrativo das travestis (sem considerarem as travestis como sendo homens) 75% gostam nas travestis da cabeça liberal e do sexo sem restrições e/ou limites 94% afirmam serem as travestis mulheres com “algo a mais”, mais completas e que fazem melhor sexo anal e/ou oral 13% buscam sair com as travestis para usarem suas roupas e soltarem suas fantasias de “serem mulheres” por algum tempo 47% dizem encontrar nas travestis, pessoas mais compreensivas e abertas ao diálogo. 90% dos entrevistados mencionam que as travestis sabem dar mais prazer a um homem e conhecem melhor o corpo do homem com quem está. 65% declaram que travestis são mais fogosas e querem sexo a toda hora. 70% citam a extravagância dos modos, as roupas exuberantes e o corpo avantajado como a maior riqueza para procurar as travestis. 82% elegem nas travestis o cuidado consigo mesmas, com a estética e com a beleza da sua transformação.
Analisando ainda as respostas dadas, percebe-se que muitos homens saem com travestis por quererem uma relação mais completa (seja sendo ativo, fazendo passivo, recebendo ou fazendo sexo oral). Gostam deste leque de opções que a travesti oferece como poder de sedução. Percebe-se que no mercardo da prostituição é mais valorizada a travesti que faz mais coisas, sexualmente falando. Não importa muito quantas linguas ela fale ou que faculdade ela terminou (quando consegue!). O que interessa é a versatilidade na hora de dar e receber prazer. A valoração é diretamente proporcional: quanto mais faz sexualmente, mais cotada a travesti fica.
Há uma rejeição muito grande do masculino. Todos foram quase unânimes em afirmar que buscam a travesti mais feminina, mas sempre com o “adereço” masculino mais proeminente e avantajado. A idéia de uma mulher com pênis é muito forte, bem como a de uma “mulher” com atributos acima do padrão estético comum. Quanto mais bunda tiver, mais peito colocar e melhor ereção manter, mais requisitada será a travesti. Há lógico os que não buscam prazer no pênis da travesti e que não se excitam em ver, tocar ou manusear o órgão sexual dela, mas estes casos são bem raros, pelo menos na enquete que estou tomando por base. A maioria esmagadora rejeita a hipótese de transar com homens, até mesmo quando são passivos com as travestis. Não sentem-se bissexuais e nem homossexuais. Ficam até ofendidos com este tipo de considerações.
Muito forte está o conceito da liberalidade das travestis com relação às questões sexuais. É unanimidade quase total, que travestis são mais fogosas, permitem realizar fantasias e desejos secretos (por mais secretos que sejam) , e não necessitam em troca receber o vínculo do compromisso ou do relacionamento. Na opinião das pessoas que participaram do questionamento, as travestis estão sempre prontas quando se deseja, maquiadas, femininas e cheirosas quando se quer e loucas por sexo no mesmo momento em que são procuradas. A imagem sexual da travesti é sempre mencionada em todos os relatos, e só em 4% houve menção a algo mais romântico ou não simplesmente sexual.
A curiosidade em saber como é ousar o “natural” estipulado pela nossa sociedade e ultrapassar o limite imposto do gênero, também recebem destaque na opção por procurar uma travesti. No pensar de alguns, vem a reflexão: “Como podem mulheres tão lindas, estupendas e maravilhosas, serem homens como eu?”. Vários são os que dizem que mulheres não gostam tanto de homens quanto as travestis. A dedicação da travesti em realizar o homem, e em vê-lo cheio de prazer e ejaculando, são mais algumas das muitas características que foram mencionadas.
O sexo anal vem bem cotado na lista dos porquês de sair com uma travesti. O tabú com relação ao sexo anal entre as mulheres ainda é grande, e algumas das que aderem a esta modalidade sexual, o fazem simplesmente pelo prazer do parceiro. E não por sentirem prazer com o sexo anal. Os homens ressaltam o prazer que as travestis têm sendo possuidas pelo ânus e de quatro, os sussuros e gemidos que são dados durante a penetração e o tesão que explode de forma visível pelo pênis da travesti depois de uma transa realmente gratificante.
Há ainda alguns casos que aconteceram em menor escala, mas creio serem importantes de receberem menção, se não pela quantidade, pela curiosidade do fato em si. Apareceram poucos depoimentos, mas muito incisivos, de homens que saem com travestis por não terem coragem de sair com homens. O desejo é por homens, mas as travestis são uma espécie de atalho enquando não surge a coragem necessária para sair com alguém do mesmo sexo. Como eu já disse anteriormente, a quase totalidade das pessoas aprova a idéia de que travestis não são homens, mas sim “mulheres com um detalhes a mais”. Neste sentido, as travestis vem a ser o caminho mais curto para se chegar mais perto do que se deseja, sem passar pelos grilos, neuroses e cobranças que uma relação homossexual possa vir a acarretar.
Também três mulheres participaram da enquete e foram categóricas em afirmar que saem com travestis e que gostam de pagar. E que pagando, gostam de mandar. Falam da docilidade de muitas travestis em atender aos pedidos sem questionamentos maiores e também do prazer que sentem em estarem com um homem que não tem medo de assumir seu lado mais feminino, chegando até a exteriorizá-lo no seu cotidiano.
Nossa, quantas coisas numa simples enquete e num rápido questionamento. Creio que não temos como não refletir diante disto tudo, independentemente de nossa orientação sexual. Para mim, várias coisas ficaram mais claras e muitas foram levantadas sem que eu nunca tivesse sequer pensado a respeito. Das que ficaram mais claras é que a questão do gênero deve sempre servir de base para todas as discussões que envolvam sexualidade e seres humanos, e que ainda estamos engatinhando na descoberta da enorme diversidade que somos. Já no que tange o que atordoou um pouco meu pensamento, é a de que ainda travestis são vistas quase sempre como fetiches, fantasias sexuais e meros objetos de fazer sexo. Do ser humano travesti, quase nada foi acrescentado. Até quando será mantido este pensamento?
Por Maite SchneirderVice-Presidente do Instituto Paranaense 28 de junho de Direitos humanos
Visite: Maite On Line Web Site



Os primeiros passos para ser uma travesti


Chegando na puberdade, os seus hormônios estão a toda, só que você nota que algo de errado está acontecendo, já que os seus seios não crescem. No lugar dos seios crescem os pêlos e a sua voz engrossa. Mas esta não é você. Que coisa estranha. Independente se você gosta de homem ou mulher, aquela imagem no espelho não é sua. Prepare-se, possivelmente você é uma travesti.
Algumas se travestem desde cedo, vestindo roupas femininas já na puberdade, mas pouquíssimas possuem condições financeiras e apoio da família para ficar bombada desde novinha. Nisto, quase todas passam por algumas fases até chegar ao corpo que a tecnologia lhe deu.
Primeiro, você começa a se aventurar as escondidas, coloca um baton, brincos, calcinha e se comporta como uma crossdresser: tem as duas identidades no seu corpo. Mas isto não lhe basta, você não quer ser uma garota somente algumas horas por dia e na clandestinidade.
Você sente prazer em ser uma mulher, gosta muito das cantadas dos homens e do desejo que provoca neles. Você quer ser desejada, feminina, na fila do supermercado, na porta do cinema, do Shopping. Algo ainda continua errado, você só vê a sua auto-imagem algumas vezes. Quando acorda de manha ainda lhe faltam algumas coisas, como os seios, a cintura delineada e o bumbum maior.
Então você passa a se hormonizar. Os efeitos colaterais são horríveis. Você tem náuseas, perde o apetite sexual, mas vale a pena, pois você vê os seus pêlos ralando e os seus seios crescendo. Como boa moça e cuidadosa com a saúde, procura um endocrinologista, que irá lhe auxiliar na aplicação dos hormônios.
Agora, você já se sente uma mulher, você coloca blusas decotadas, saias curtas e provoca assovios. Mas você ainda quer mais, quer ter os seios maiores, quer ter um bumbum maior e quer ter os traços mais femininos. Só um cirurgião plástico pode lhe ajudar. E é ele que você procura. Você faz uma prótese de silicone, salienta partes do seu rosto, reduz outras, faz eletrolise, enfim, você agora é uma travesti, graças a tecnologia e a sua força de vontade.

Algumas coisas que você precisa saber sobre silicone

Colocar silicone não é tão fácil assim. Como qualquer processo cirúrgico, ele possui os seus riscos, mas todo risco vale a pena para ter um corpinho de sereia. Só será colocado aqui o implante de prótese de silicone nos seios. O motivo é simples: injeção de silicone líquido é ilegal, mas eu não vou levantar a bandeira contra, porque também já fiz uso.
A primeira palavra que você deve saber se decidir fazer um implante de silicone nos seios é encapsulamento. É quando a prótese provoca o endurecimento dos seios, pois o organismo tenta isolar a prótese com uma cápsula fibrosa. Os seus anticorpos não sabem a necessidade dos seus seios e vão querer proteger o seu corpo deste organismo estranho. Caso haja encapsulamento você tem que trocar a prótese de lugar.
Prefira as próteses texturizadas (com superfície rugosa ou envolta por uma fina camada de poliuretano), ela dificulta o encapsulamento. Dependendo da sua anatomia o médico irá implantar uma prótese bimensional (em forma de gota) ou redonda.
Muito importante: escolha um bom cirurgião, o melhor que o seu dinheiro possa pagar. Pegue referências, veja amigas que já fizeram a cirurgia e seu nível de satisfação. Não faça cirurgia em clínicas de "fundo de quintal". Você pode sair de lá um mondrongo.
Depois de duas horas, a cirurgia está acabada. Os pontos são retirados uma semana depois. No primeiro mês não se esqueça do sutiã especial (aquele de com botão na frente), não dirija, evite o sol que nem vampiro e não carregue peso. Quanto aos hematomas pós-cirurgia, eles normalmente desaparecem depois de dois meses.
Andressa Amaral

quarta-feira, 21 de novembro de 2007


BONECAS DE LUXO:>TRAVESTIS DA ATLÂNTICA<



Avenida Atlântica, na zona sul do Rio de Janeiro, é um dos pontos mais concorridos de prostituição da cidade. O turismo sexual carioca se concentra basicamente ao longo da bela avenida com vista para o mar. Ou seja, lugar ideal para procurar as personagens da minha matéria: travestis. Pelo preconceito da sociedade que gera escassez de oportunidades, muitas "meninas" acabam trabalhando nas ruas e o transexualismo acaba sendo ligado à prostituição.Numa quarta-feira, por volta de três da manhã eu saí para procurar minha entrevistada e acabei conhecendo Keith e Perla. A dupla, uma morena e uma loira super produzidas, chamava a atenção da maioria dos carros que passavam. Elas me contaram suas histórias enquanto esperavam os clientes. Muita gente parou falando gracinhas ou tentando pechinchar o programa, que sai a partir de R$50,00. As fotos da matéria, infelizmente tiveram que ser feitas à distância porque as duas não podem ser reconhecidas pela família que acessa muito a Internet. O que mais me atraiu para fazer esta matéria além da curiosidade, foi a questão da coragem dos travestis. Tem que ser muito "macho", ter muita personalidade, para assumir o desejo de ser de outro sexo em nossa sociedade conservadora. E elas estão firmes e fortes lidando com o preconceito e exclusão. Então estão aí, especialmente para o leitor de Mood, duas maravilhosas figuras da noite carioca: Keith e Perla. Keith é uma morena de parar o trânsito. Super simpática, sorridente e falante, ela segue um estilo jovem com roupas cheias de purpurina e calça justa à la Madonna em Music. Seu nome vem de Keith Richards dos Rollings Stones, a quem seu pai homenageou . Aos 25 anos ela ganha a vida na Avenida Atlântica depois que a empresa em que trabalhava faliu. Com muito bom humor, ela espera ter oportunidades de mudar de profissão. Apesar do sucesso que faz com os gringos, Keith conta que gosta mesmo é do homem brasileiro.
Mood - Como surgiu isso de ser travesti em você?Keith - Travesti eu sou há uns 3 anos. Gay eu já sou desde de o bercinho, desde que eu me entendo por gente.
Mood - Como a sua família viu, primeiro seu homossexualismo e depois o fato de você ter virado travesti? Keith - Tirando minha mãe, da família todo mundo parou de falar comigo. Hoje levam numa boa.
Mood - Como você passou a ter interesse de usar roupas de mulher?Keith - Isso eu sempre tive. Quando eu era criança eu colocava roupa da minha mãe mas era escondido. Com todo mundo acontece isso. Mas a primeira vez mesmo foi com 17 anos. Eu tinha um namorado e ele falou: "vestido de garoto você não vai comigo". Aí eu peguei umas roupas com as minhas primas, fui e adorei. Aí foi gradual, não foi de uma vez. Aí eu comecei a diminuir o comprimento do short, depois cortando as blusas e fazendo baby look. E foi até chegar nisso.
Mood - Você já colocou silicone?Keith - Ainda não, só tomo hormônios. Eu pretendo mas tenho um pouco de medo. Tem uma amiga minha que está na Itália que aconteceu de um silicone atravessar de um peito para o outro. Deu um problema sério.
Mood - Como você veio trabalhar aqui na Atlântica?Keith - Eu falo pra você, eu não me prostituía antes. Eu estou na prostituição há cerca de uns oito meses, desde que eu saí do emprego que eu tinha antes. Eu trabalhava em uma confecção. Mas a confecção faliu, eu me vi cheia de dívidas, não tinha oportunidade alguma e caí aqui.
Mood - Você acha que a imagem do travesti é ligada à prostituição?Keith - Normalmente a imagem que ligam ao travesti é essa: travesti - prostituição, travesti - escândalo. Perla - A sociedade não dá oportunidade para a gente. Você não vê um travesti trabalhando numa loja. O único lugar que você vê um travesti ou um transexual trabalhando é num salão, ou algo ligado à estética.
Mood - Se você arrumasse um outro emprego você ia largar as ruas?Keith - Tranqüilamente, sem problemas. A margem de lucros com certeza ia ser bem menor mas seria bem melhor. Principalmente para a minha consciência porque meus pais não sabem que eu faço isso. Eu falo para a minha mãe que venho para Copacabana e tomo conta de uma casa. Minha mãe sabe, mas meu pai não. Ele era policial militar e é um pouco rígido com essas coisas.
Mood - Qual é o público que você costuma a atender?Keith - Eu particularmente costumo a sair mais com estrangeiro por causa da minha cor de pele. Se eu fiz dois programas com brasileiros foi muito. Alguns vêm pra cá procurando travestis e outros confundem com mulher.
Mood - Você conhece muitos casos de travestis que casaram com estrangeiros?Keith - Já. Uma amiga minha está casada com um suíço e morando lá.
Mood - Você se casaria com um gringo?Keith - Honestamente não é o meu biótipo preferido mas é o que aparece e eu acabo me conformando. O que me agrada é o bolso deles.
Eles preferem as loiras
Apesar da minha insistência, Perla não me disse o seu nome original: "Eu não falo. Não uso, já até esqueci meu outro nome", conta. E a moça tem estilo. Segue a linha mais clássica, com roupas mais para "patricinha", cheia de colares, pulseiras e anéis dourados, combinando com seu cabelão loiro. Aos 23 anos, ela está fazendo tratamento para fazer a operação de mudança de sexo e diz que operada, vai se realizar como mulher.
Mood - Quando você começou a se transformar na Perla?Perla - Aos 15 anos eu comecei a me transformar na Perla. Eu sempre fui feminina desde pequena. Quando começa a fase da puberdade, aquela coisa dos hormônios, a gente vê no que a gente vai se firmar. Além de querer ir para o lado feminino, eu comecei a tomar os hormônios e fui ficando cada vez mais feminina.
Mood - Você só trabalha aqui?Perla - Agora só. Antes eu trabalhava em um salão só que a renda estava muito baixa, não estava dando para pagar as minhas dívidas.
Mood - Você já sofreu preconceito?Perla - Já. Sempre teve mas isso aí eu tiro de letra. Você vai ao shopping, no restaurante, você tem que saber se impor dependendo do que você seja. Eu sempre soube entrar e sair dos lugares, porque eu sempre soube o meu lugar.
Mood - Como é a sua relação com sua família?Perla - Antigamente, quando eu comecei com essa história de tomar hormônios, houve preconceito porque meu pai é militar, então foi aquela coisa. Já houve muita repressão. Mas depois de um tempo eles vêem que não jeito mesmo, é uma coisa da gente mesmo, da natureza. O amor vem acima, é filha. No final acaba tudo bem.
Mood - E você atende a que tipo de cliente?Perla - A maioria dos meus clientes são brasileiros. De vez em quando eu saio com americanos. Eu saio muito com advogados, engenheiros, pessoas assim da alta. E às vezes, a pessoa se sente muito sozinha e sai pela noite rodando. E querem conversar. Chegam "Olha, eu nunca saí com boneca. Mas eu quero te conhecer. Qual é o seu nome?", e começam a fazer várias perguntas, querem saber de tudo da sua vida.
Mood - Se você pudesse escolher, você teria nascido mulher?Perla - Com certeza. Inclusive eu vou operar a daqui a um ano e meio. Já estou me tratando há oito meses na UFRJ e se tudo correr bem, por volta de 2003 vou realizar minha cirurgia. A Keith também está querendo fazer a cirurgia. Então é correr atrás, coragem e persistência. Coragem eu tenho. A questão é que eu não me enquadro como travesti, eu me vejo como transexual. A travesti é um homem que se veste de mulher, é só as vestes. Até mesmo a travesti pode ser feminina mas ter a cabeça de homem. Você vê muitas vezes uma travesti superfeminina falando: "Eu só vou ser ativa, não vou ser passiva". Então, a maioria dos caras que passa por aqui querem até sair com a gente mas a gente vai ser ativa, que vamos querer come-los. Mas tem muita travesti passiva. As travestis que são ativas geralmente não querem operar senão terão graves problemas de cabeça. O transexual tem a cabeça, uma criação feminina.
Mood - Qual é o seu grande sonho?Perla - As pessoas falam que eu quero operar pra se casar com um homem rico. Mas eu não quero. Se um homem gostar de mim, ele vai gostar do jeito que eu sou. Eu não sou operada, mas eu tenho uma cabeça de operada. E por eu ser assim, eu sofro preconceito do meu próprio meio. Eu quero me operar para me realizar como mulher e não para satisfazer homem algum.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

segunda-feira, 5 de novembro de 2007



O sonho de cinema para os travestis de Copa


RIO - A primeira a chegar para o turno de audições é Naomy Harley. Na sala de espera, ela se prepara. Usa um vestido preto básico, curto, próprio para esconder pequenas “imperfeições” e gordurinhas extras — não que seja o caso da moça. Com calma, Naomy penteia seu cabelo de aplique rastafári. Duas horas, um moço e duas moças depois, chega a vez de Amanda. É ela que fecha o primeiro grupo de travestis, drags e transexuais no teste de elenco para o filme “Elvis e Madona”, de Marcelo Laffitte. Negra, bonita e um tiquinho tímida, Amanda carrega uma bolsa vermelha, veste calça jeans, tênis de quatro listras e uma blusa branca com a mensagem “A vida é a arte do encontro”.
A frase é um resumo do sonho de Amanda e Naomy e também de Fabianna Brazil, Humberto Assumpção e Thabata Rios. Sonho que passa pela chance de interpretar um papel no cinema, no caso no primeiro longa de Laffitte. Quem sabe, até o papel do protagonista.
“Quero partir do princípio de que a diversidade existe” ”
“Elvis e Madona” vai contar a história do amor de uma lésbica por um travesti em Copacabana. A previsão é que o filme fique pronto até abril de 2008 para, depois, ser apresentado em festivais e chegar às telas. A personagem de Elvis, a lésbica, será interpretada pela atriz Simone Spoladore (“O ano em que meus pais saíram de férias”). Já Madona, o travesti...
— Temos excelentes atores em condição de fazer o papel da Madona, mas quero insistir em um travesti. O difícil é encontrar um que tenha experiência de atuação. No filme, quero partir do princípio de que a diversidade existe e é o normal — explica, para Fabianna, Laffitte.
Não à toa, o diretor pede a Fabianna que o entreviste em seu teste: ela apresenta um programa de entrevistas num portal de internet. Mais comportada que Naomy, Fabianna é a segunda a se candidatar a um papel no filme. Ela usa uma blusinha branca e saia estampada. A sandália, trançada, combina com o colar de madeira. Em sua apresentação, ela conta que foi vizinha de Nelson Pereira dos Santos e que é muito amiga de seu filho, Ney Sant’Anna. Depois, faz coro sobre a importância de se escolher um travesti para viver a protagonista.
— O que me trouxe para este teste foi o roteiro. Apenas nos filmes do Almodóvar estamos acostumados a ver esse tipo de abordagem. Uma das questões, quando eu me transformei, foi poder mostrar meu lado de atriz. Temos milhões de exemplos de atores que fazem personagens transexuais. Mas o meu pedido é que esta personagem, a Madona, seja feita por uma transatriz — diz Fabianna.
Em seguida, lógico, ela própria se candidata ao papel. Mas a concorrência não está fácil, e Humberto Assumpção é o próximo a entrar na sala de testes. De físico avantajado, ele incorpora Leda, personagem de sua peça “As três damas de Copacabana”, que nada mais é que uma espécie de Divine do filme “Pink flamingos”, de John Waters. Usa um tomara-que-caia azul e uma calça colante preta, e se lamenta por ter esquecido a bota. “Tentei pegar uma emprestada, mas não coube”, diz.
Diferentemente dos outros candidatos da manhã, Assumpção não se traveste no dia-a-dia. Mas, como ator, se produz muito bem, dando atenção redobrada à maquiagem. No teste, ele fala do preconceito sofrido por transexuais no mercado de trabalho. E canta Roberto Carlos:
— “Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo...”
“ “Estou pensando em criar papéis para alguns deles” ”
Humberto, aliás, não foi o único a cantar. Naomy, a do cabelo rastafári, vai de “Killing me softly”, tropeçando na letra, mas interpretando com uma alegria que deixaria Roberta Flack emocionada. Thabata Rios, uma morena alta de cabelos pretos, sorriso solto, vestido florido de veraneio e sandália de dedo que mostra as unhas pintadas de branco, também solta a voz em seu teste. “Elis Regina, pode ser?”, pergunta, antes de entoar versos de “Fascinação”.
Por fim, antes de a equipe interromper os testes para o almoço, chega Amanda, buscando ali, numa sala anexa à Sala Baden Powell, em Copacabana, a arte do seu encontro. Agente de turismo e promotora de vendas, seu espírito é exatamente o mesmo de sua blusa.
— Existem várias pessoas que começam na profissão por acaso. Não gosto de fazer show, mas gostaria, sim, de ser atriz — afirma Amanda, mantendo o sonho.
Depois dela, outros e outras fizeram o teste para “Elvis e Madona”. Até o momento em que este texto chegou ao fim, Laffitte não havia se decidido. Mas, garante, não vai descansar até escolher sua Madona. Mesmo que as filmagens atrasem.
— Todos foram muito bem e estou pensando em criar papéis para alguns. Mas ainda não estou certo sobre Madona — diz Marcelo Laffitte.

Renata, minha boneca

Meu nome é Jorge sou moreno alto e sempre me achei hetero. Tenho uma queda por travestis, mas nunca havia realizado nada. As vezes trabalhava até de madrugada e ao sair do trabalho passeava por onde eles fazem ponto para ver aquelas delícias que permeavam minha imaginação. Uma dessas noites sai já era 4:00hs a manhã era terça para quarta-feira, e ao passar pelos pontos vi ma linda travesti loira, bronzeada grande com seios enormes e usando uma calcinha fio-dental branca, pedindo carona. As ruas estavam vazias e resolvi parar e dar uma carona para ela. Ela parou na janela do carro e disse: - gato pode me dar uma carona? Ai eu posso te fazer gozar! - É claro que sim pode entrar - Você é muito gostoso - Disse ela para mim ao entrar. - Que é isso você que é um tesão. Saímos em direção à sua casa conversando sobre algumas curiosidades que eu tinha, como se ela era passiva ou ativa. Ela me respondeu os dois. Ao chegar perto da casa dela, pediu para encostar o carro num lugar escuro, onde ela começou a passar a mão no meu pau dizendo: - Nossa, tudo isso é tesão por mim! - Morro de tesão por travesti - confessei - mas nunca fiz nada! - O que mais gosta? - Dos seios grandes da bunda e de ver um membro de homem num corpo feminino. - Então ainda não esta satisfeito. Falta alguma coisa e eu vou te satisfazer. Ao dizer isso puxou a calcinha de lado e revelou uma pica de pelo menos 18 cm e grossa, ao ver aquilo não acreditei pois como cabia aquela vara numa calcinha minúscula? E deixou os seios a mostra. Aquilo me deixou com mais tesão ainda. Estava louco não sabia o que fazer quando ela chega seu rosto perto do meu e diz sussurrando: - Pega no meu pau, meu veadinho. Pois eu sei que é isso que você sonha fazer, pois sempre te vejo passar de carro e ficar olhando a gente. Nem tentei responder peguei o pau dela. Que sensação deliciosa relar num outro pau, e ele começou a crescer na minha mão e ficar duro. Ai eu chupava os peitos dela e punhetava o pau, que delicia. Quando mais uma vez ela sussurra: - Chupa meu pau, meu veadinho gostoso. Se você chupar ele igual chupa meus seios ficarei feliz! - Eu tenho medo de pegar alguma doença, respondi. Ela habilmente pegou um preservativo na sua bolsa e colocou em seu pau e me disse: - mete a boca nele agora meu veadinho gostoso!!! Obedeci imediatamente. Chupei aquele pau igual uma puta, ela gemia de prazer, e esfregava a mão pelo meu corpo passou a mão em minha bunda e enfiando-a por dentro da calça tocou meu cuzinho. Soltei um suspiro de aprovação. - Esta louco para dar o cu não é bicha?? - me perguntou ela. - Sim. - disse com a boca cheia daquele caralho maravilhoso - Vamos entrar em casa que lá eu vou te comer gostoso, mas só vá se estiver preparado para tudo. - Vamos logo que eu não agüento de tesão e quero tudo mesmo. Entramos na casa e ela foi arrancando a pouca roupa que tinha e me mandou tirar a minha. Tirei. Ao fazer isso ela ainda trocando a camisinha me mandou ficar de quatro com a cara encostada no chão e abunda arrebitada para cima. Ao revelar meu cu lisinho, pois sempre raspo, ela se admirou e elogiou-me como uma bichinha bem cuidado e disse que adorava cu bem liso. Ao dizer isso senti sua língua tocar minhas bolas por trás e depois sua boca a chupa-las e escorregando um pouco tocou o meu cu. Ela lambeu meu cu tão gostoso que eu estava louco para ser penetrado, eu gemia. Quando ela parou de lamber meu cu sabia que seria a hora, senti a ponta do seu pau se posicionar na entrada de meu cu, a primeira reação eu tranquei as portas. Ela me pediu para relaxar, e foi fazendo movimento circulares com o seu pau na portinha do meu cu. Aquilo eu estava nas nuvens e fui relaxando. Quando ela viu que eu estava totalmente relaxado ela começou a penetrar, a sensação era de uma dor maravilhosa, com movimentos leves ela colocou todo o seu pau no meu cu. Que delicia ser enrabado por uma mulher de pau. Depois de um tempo ela perguntou e o bichinha já tinha se acostumado com a dor eu disse que sim, ela começou a bombar devagar e depois aumentou velocidade. Aquilo eu soltava gritinhos de prazer igual a uma essas mulheres de filmes pornô, e jogava a minha bunda para trás para forçar a penetração ainda mais. De repente ela da uma estocada e para com pau fundo em mim e joga seu corpo sobre o eu dizendo: - não agüento mais gato, e você? - Eu agüentaria muito mais. - disse tomado de tesão - Isso que eu queria ouvir, lhe para trás. Ao levantar a cabeça vi 3 travestis que moravam com ela com os paus na mão e olhando para mim com cara de desejo. Ao superar meu susto por vê-la, disse: - Podem vir que este veado aqui vai dar para todas vocês - uhuuuuuuuuuu. - gritaram todas e vieram para cima de mim. Enquanto uma me comia eu chupava o pau de outras 2 e a outra chupava o meu pau, fui penetrado de todas as formas e chupei todos os paus dali, ao sair a travesti loira a quem primeiro me deu carona me deu um nome de uma pomadinha para passar no cu. Ao nos despedirmos ela me perguntou: - E ai gostou? - Gostei quase de tudo, só uma coisa não gostei. - respondi. - O que foi? - me perguntou ela preocupada - Vocês terem de usar camisinha e não poderem gozar na minha boca. Ela deu um belo sorriso, e me disse que qualquer dia faríamos isso e trocamos os telefones. E ela tinha razão fizemos, mas é uma outra historia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

França: Imigração recusa pedido de asilo de trans brasileira

Deu na Têtu. Foi detida no último dia 20 de outubro no Centro de Retenção Administrativa da cidade francesa de Rennes, uma transexual brasileira de 22 anos, identificada apenas como T, acusada de viver ilegalmente no país há 3 anos. T afirma que fugiu do Brasil para escapar de tentativas de assassinato por parte do seu pai, que não aceitava seu desejo de mudar de sexo. Ela já havia feito pedido de asilo político, que foi recusado pelas autoridades da imigração francesa considerarem que “o Brasil é um país de espírito aberto, onde não existe homofobia de estado”.Segundo representantes do Centro GLBT de Rennes que foram visitá-la, o perigo maior agora é que ela sofra com a “homofobia ambiente” do Centro de Detenção.

Transexual brasileiro é preso na França e pede asilo

Um brasileiro de 22 anos está preso num centro de detenção francês desde o dia 20 de outubro. O jovem, que não teve identidade revelada, é gay e está detido por se encontrar em situação ilegal na França. Dois membros do Centro LGBT londrino, que defende os direitos dos homossexuais, visitaram o rapaz e contaram que ele saiu do Brasil há três anos para tentar realizar o desejo de mudar de sexo e também para fugir das ameaças de morte feitas pelo próprio pai, que não aceita a orientação sexual do filho. O brasileiro apresentou um pedido de asilo às autoridades francesas, que dificilmente será aceito. Para a lei da França, o Brasil é um país de espírito aberto e o Estado não pratica atos de preconceito sexual.O Centro LGBT argumentou que o jovem continua a ser vítima de atos homofóbicos dentro da prisão e solicitou que o tal centro de detenção seja desativado.