Pessoal, todo dia 01 de dezembro é Dia Mundial de Luta contra a AIDS, e vale a pena lembrar que o melhor meio de proteção ainda é a camisinha. Além disso, quem é soropositivo deve lembrar que o HIV não é o fim da linha, como muitos pensam. Todos temos diversas espécies de microorganismos convivendo, ora pacificamente, ora agressivamente, conosco. Eles estão em nossos organismos aos milhões. O HIV é apenas mais um dos inúmeraveis seres microscópicos que procuram sobreviver às nossas custas. A diferença é que ele é fatal. Tão fatal quanto diversos outros dos quais nem nos damos conta, até o dia em que caímos doentes.
HIV é diferente de AIDS. A Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (AIDS) é um conjunto de sintomas. O HIV é apenas o vírus que desencadeia o enfraquecimento das defesas imunológicas, mas ele pode estar no organismo humano durante muito tempo sem apresentar qualquer sitoma. Por isso, a camisinhha é indispensável em qualquer relação, seja para quem tem o HIV ou para quem não o tem. Quem tem HIV pode adquirir novos e perigosos corpos estranhos, os quais podem ser fatais, caso a barreira imunológica já esteja enfraquecida. Se não estiver, e esses microorganismos sobreviverem, eles podem se manifestar mais tarde como diversos tipos de patologias. E quem não tem HIV corre o risco de pegar se a relação for desprotegida.
Mesmo quando duas pessoas tem HIV elas devem usar camisinha, a fim de evitar o aumento da carga viral, bem como a troca de outros vírus, bactérias, etc., os quais estão presentes nos corpos humanos em diferentes espécies e número.
Agora, se a AIDS nos obriga a uma higiene maior em nossas relações sexuais, por outro lado, ela não impede que tenhamos uma vida sexual plena, quer sejamos portadores do HIV ou não. Por isso, o exame é a melhor maneira de gerenciar o próprio estado de saúde. Saber que não se tem o HIV deve encorajar o uso contínuo da camisinha. Saber que o vírus está presente deve encorajar o tratamento e o cuidado igualmente contínuo - para seu próprio bem e para o bem do outro.
Agora, vejam que interessante essa notícia do portal da UERJ:
Aposta incondicional na vida
A sobrevida dos portadores do vírus HIV tem aumentado graças ao uso generalizado de anti-retrovirais. A média de idade por óbito avançou cinco anos, desde 1995. Com isso, diversificam-se os planos que os soropositivos fazem com relação ao futuro e que incluem, muitas vezes, parceiros não infectados.
Esse grupo é que mobiliza o projeto Casais Sorodiscordantes e HIV: a interdisciplinaridade como modelo assistencial, desenvolvido no ambulatório do Núcleo de Epidemiologia do Hospital Pedro Ernesto desde 1998.
A coordenadora do projeto, Debora Fontenelle dos Santos, teve a idéia de convidar os parceiros dos seus pacientes para participar das consultas, quando percebeu que eles poderiam se tornar aliados no tratamento. Outra iniciativa da coordenadora foi divulgar medidas preventivas, visando a evitar a infecção do parceiro negativo (prevenção primária) e a reinfecção do positivo (prevenção secundária).
Segundo Debora, a receptividade foi surpreendente. Quinze casais chegaram a ser atendidos no projeto. Dos nove atendidos atualmente, três são remanescentes do grupo inicial. Ela afirmou que percebeu o interesse crescente pela questão da saúde reprodutiva. Com isso, os casais passaram a fazer planos, inclusive de ter filhos. Um outro objetivo do projeto é insistir no uso regular da camisinha entre os casais sorodiscordantes. O alerta surgiu a partir de um levantamento preliminar efetuado pelo aluno Fábio Braga, estagiário do projeto. A pesquisa mostrou que os parceiros não usam preservativos em algumas ocasiões.
sábado, 15 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)











Nenhum comentário:
Postar um comentário