Após uma experiência realizada com mais de 70 garotos, médicos holandeses chegaram à conclusão que adolescentes com distúrbios de identidade de gênero devem ser tratados com medicamentos que retardem a puberdade. O tratamento beneficiaria, por exemplo, um jovem que se sente mulher, mas nasceu como homem ou um jovem que tenha nascido mulher, mas se vê como homem.
Divulgado esta semana pelas diretrizes internacionais da Sociedade de Endocrinologia, esse é o primeiro trabalho que aconselha os médicos nessa questão polêmica. Ao retardar a puberdade, a esperança é que os adolescentes ganhem tempo para decidir se querem iniciar os procedimento de mudança de sexo com tratamentos hormonais, que podem ser feitos a partir de 16 anos.
Os potenciais transexuais fariam o tratamento antes que desenvolva o pênis, a voz grave e pêlos, no caso dos que nasceram homens, ou seios, no caso das que nasceram mulheres.
Muitas questões, no entanto, contribuem para que o método não seja totalmente seguro, pois pouco se sabe sobre os efeitos de retardar a puberdade em longo prazo. O procedimento também pode impedir que os meninos tenham espermatozóides maduros para serem congelados se, no caso de mudança de sexo, queiram fazer inseminação artificial.











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