Segundo os investigadores, o grupo controlava toda a prostituição de travestis em Copacabana e Duque de Caxias. O esquema, durante a alta temporada, movimentava quase R$ 60 mil por mês.A polícia prendeu, nesta terça-feira, cinco pessoas que fariam parte de um esquema de exploração sexual. Segundo os investigadores, o grupo controlava toda a prostituição de travestis em Copacabana e Duque de Caxias. Foram quase três meses de investigação até os policiais chegarem a Ulisses Menezes da Mota, conhecido como Iarley, e Claudio dos Santos Magalhaes, o Boró. Agentes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima prenderam os dois durante esta manhã em Itaipuaçu, em Marica. Eles são acusados pela polícia de chefiar o grupo que explora a prostituição de adolescentes e adultos em Copacabana e em Duque de Caxias. Em São Paulo, os policiais prenderam Rafael de Almeida, a Rafaela. No Rio, também foram presos Leonardo Silva Costa e Eliane da Silva, a Lia. Os três, segundo os investigadores, eram os responsáveis por cobrar taxas dos travestis e administrar os pontos onde eles atuavam. Os integrantes do grupo ainda mantinham apartamentos em Copacabana como os que a polícia fez buscas pela manhã desta terça-feira. Eles seriam usados para hospedar travestis vindos de outros estados com a cobrança de R$ 20 por dia. Na operação, foram apreendidos computadores e celulares. Segundo um levantamento da polícia, a quadrilha explorava cerca de 80 pessoas. Número que durante o Verão podia passar de 150. O esquema, durante a alta temporada, movimentava quase R$ 60 mil por mês. Agora, os policiais investigam se Iaerley, apontado como um dos chefes do grupo, também seria o responsável pelo envio de profissionais para a Europa, cobrando pelo serviço 12 mil euros. Iarlei já cumpriu pena de quatro anos por exploração sexual. Boró ficou preso pelo mesmo tempo por tráfico de drogas. Os dois se conheceram na penitenciária. Juntos, de acordo com a investigação, têm uma cobertura em Caxias, um sítio e um terreno de nove mil metros quadrados em Maricá. Para desmontar a quadrilha, a polícia contou com o depoimento de várias pessoas que dizem ter sido exploradas. “O trabalho deu início na delegacia, após um grupo de transexuais adolescentes denunciar o esquema em virtude da violência que estava sendo sofrida. Há relatos de tortura e atos atos não humanos“, diz o delegadoLuiz Henrique Marques. Todos os presos negam as acusações. Eles estão prestando depoimento e depois devem ser levados para a Polinter. Outras pessoas, encontradas nos apartamentos em Copacabana, foram ouvidas e liberadas. Segundo a polícia, é importante que outras vítimas também procurem a delegacia. O telefone é 2504-1200. Prostituição não é crime, explorar essas pessoas é que pode dar cadeia.











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